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29/09/2004 10:30

Estrogênio contra disfunção endotelial

Agência Notisa

Hoje, o principal tratamento disponível para a mulher pós menopausa é a reposição hormonal (RH) à base de estrogênio e progesterona, hormônios que os ovários param de produzir quando a mulher entra nesta fase. A terapêutica é muitas vezes recomendada, inclusive, no combate a doenças cardiovasculares. Nesses casos, entretanto, a associação dos hormônios causaria muito mais danos que benefícios à saúde da mulher, como câncer de mama e enfartes. Essa é a opinião de Mario Freitas, professor da Universidade de Coimbra, que se baseou em alguns estudos internacionais ao criticar determinados usos da terapia de reposição hormonal tradicional. “Na Universidade de Coimbra utilizamos apenas o estrogênio em doses muito baixas (25 microgramas, 5 vezes por semana) e em mulheres sem doença aterosclerótica coronariana, apenas com disfunção endotelial (desbalanço entre vasodilatadores e vasoconstritores)”, afirmou o pequisador durante o 59º Congresso da SBC.



Em sua palestra (“A terapia de reposição hormonal e doença cardiovascular”), Freitas condenou o uso dos hormônios tanto nos casos de prevenção primária (em pacientes saudáveis), quanto secundária (em pacientes com doenças cardiovascular). Para os casos primários, o professor português se baseou no estudo WHI (Women’s Health Iniciative), realizado nos EUA, que comprovaria os efeitos negativos da associação de hormônios. A pesquisa analisou 16.800 mulheres na pós-menopausa, entre 50-79 anos, divididas em dois grupos: 8.506 utilizaram estrogênio e progesterona; e 8.102 tomaram placebo (remédio sem efeito). Após cinco anos, houve um aumento significativo do risco de: 26% no câncer de mama, 29% em enfartes, 41% nos acidentes vasculares cerebrais (derrames) e de 22% nas doenças cardiovasculares. Os resultados foram tão adversos que o estudo foi interrompido três antes do previsto.



No caso secundário, Freitas citou o estudo HERS (Heart Estrogen Replacement Study), realizado nos EUA, que analisou 2.763 mulheres na pós-menopausa (idade média de 66,7 anos) durante 4,1 anos e chegou à mesma conclusão: o tratamento com estrogênio mais progesterona sintético não reduziu a taxa global de eventos cardiovasculares. Ao contrário, aumentou o risco de doença cardiovascular em 52% no grupo tratado ativamente. “O fundamental é que os hormônios sejam utilizados sempre com muita cautela”, recomendou.



(Agência Notisa de Jornalismo Científico – Scientific Journalism)

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