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12/12/2005 14:18

Estatais podem ser fonte do Valerioduto, avalia Delcídio

João Prestes / Campo Grande News

Está cada vez mais claro, para o presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos Correios, senador Delcídio do Amaral, que as empresas estatais eram uma das fontes que abasteciam o esquema de distribuição de propinas via agências de publicidade do empresário mineiro Marcos Valério, conhecido como Valerioduto. Em entrevista ao Espaço Aberto, da Globo News o senador revelou suas suspeitas e acrescentou que empresas privadas também alimentavam o esquema, conforme admitiram parlamentares ouvidos na Comissão.

Os métodos eram quase sempre os mesmos: empréstimos simulados para Marcos Valério que tinham como garantia contas de publicidade de empresas estatais. No caso da Visanet, Delcídio identificou uma falsa operação. “O dinheiro que foi emprestado é dinheiro que já tinha entrado na compra de CDBs pelo BMG. Foi a primeira grande pista que surgiu mostrando que se montavam empréstimos, mas que tinha como garantia recursos provenientes ou de empresas privadas ou de empresas estatais."

O senador ressaltou que a CPI deverá apresentar sugestões para um melhor controle do sistema financeiro daqui para frente. E revelou que o banco tem colaborado nas investigações. Por outro lado, o entrevistado do Espaço Aberto se queixou da falta de colaboração de alguns órgãos envolvidos nas investigações, citando como exemplo o não-recebimento do relatório do Instituto de Criminalística que apontou a falsificação de notas fiscais. "A CPI tem compartilhado muito as informações com outras instituições, mas a contrapartida não existe", reclamou.

Delcídio admitiu também que têm ocorrido atritos da CPI com o Judiciário, mas disse que sua recomendação é trabalhar para buscar uma cooperação. O entrosamento é necessário, frisou o senador, até porque a CPI não pode prender nem cassar mandatos. E procurou amenizar as críticas que vêm sendo feitas contra o Ministério Público por não ter indiciado o empresário Marcos Valério. "Nós temos que respeitar as decisões do MP. Mas nós estamos tendo muito cuidado para embasar efetivamente as principais conclusões da CPI."

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