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14/02/2007 13:37

Estados pedem recurso emergencial contra aftosa

Fernanda Mathias / Campo Grande News

Secretários de Agricultura e Pecuária de 11 estados (TO, PA, SP, MG, MS, GO, RJ, SC, SE, ES e MG) decidiram pedir ao governo federal recursos emergenciais para combate à febre aftosa nos que têm fronteira seca. É resultado da reunião ocorrida ontem, em Belo Horizonte (MG). O estopim para a reunião são restrições impostas à pecuária brasileira pela OIE (Organização Internacional de Saúde Animal).

Será elaborado projeto que vai definir as necessidades de recursos financeiros, humanos, e materiais para estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, para implementação de medidas no controle e erradicação da febre aftosa. Os secretários querem também a “mobilização da Polícia Federal, do Exército e de outras forças federais para, juntamente com os fiscais sanitários, exerçam a vigilância sanitária nas fronteiras, em caráter urgente e emergencial.

Diante do embate histórico com o Paraguai, os estados “solicitam o estabelecimento de ações de ‘corpo diplomático’ brasileiro para solucionar as questões sanitárias junto ao governo paraguaio”. Foi na fronteira com aquele País que ocorreram os últimos focos em Mato Grosso do Sul, em outubro de 2005. Exames sorológicos mostraram que ainda há atividade viral na região, por isso foi mantida área de proteção em Eldorado, Japorã e Mundo Novo.

A carta foi assinada por todos os presentes e que ainda hoje deve ser entregue ao ministro da Agricultura, Luiz Guedes Pinto, pelo secretário de Agricultura de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues. A secretária de Produção de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, diz que todos os secretários estão alinhados na proposta porque os prejuízos da doença atingem a todos. Ela diz que levará ao governador André Puccinelli os resultados da reunião e que, em conjunto com os demais estados, será elaborado um projeto final com as medidas a serem entregues ao governo federal, no prazo máximo de 30 dias.

O orçamento de R$ 129,7 milhões para custeio das ações de defesa sanitária coordenadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa , além de aporte adicional de recursos de R$ 65 milhões, é considerado insuficiente. A CNA (Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil), estima em R$ 450 milhões a necessidade de recursos para o adequado atendimento dos serviços de vigilância e defesa sanitária. Cerca de 50% desses recursos devem ser aplicados na execução dos serviços a cargo dos governos estaduais.

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