Cassilândia, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

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12/10/2017 10:20

Especialistas defendem medidas preventivas para se combater a obesidade

Agência Brasil

 

De acordo com dados do Global Burden of Disease, publicados na revista científica britânica The Lancet, o Brasil ocupa a quinta posição na lista de países com mais obesos no mundo, atrás dos Estados Unidos, China, Índia e Rússia. Ontem (11), quando se celebra o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade e o Dia Mundial de Combate à Obesidade, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) promoveu diversas atividades pelo país com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção da doença.

O endocrinologista Rodrigo Moreira, membro da diretoria nacional da SBEM, disse que nos últimos anos têm sido observado um aumento progressivo da prevalência da obesidade, e que a cada ano o número de pacientes obesos se eleva. Daí, segundo ele, a importância de se combater a obesidade e conscientizar as pessoas sobre esse problema e as consequências da obesidade como doença.

“As pessoas têm que entender que a obesidade é uma doença crônica e uma das doenças crônicas que mais matam no mundo, tanto por conta da obesidade como por suas complicações. E como doença crônica, precisa de um tratamento adequado para evitar seus efeitos devastadores”, disse, acrescentando que uma das grandes preocupações hoje no Brasil e no mundo é em relação à obesidade infanto-juvenil.

O Ministério da Saúde disse que governo brasileiro assumiu o compromisso de deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em 17,8%, no mínimo, o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

Em nota, o Ministério da Saúde esclareceu ainda que além do acompanhamento na saúde básica de pessoas diagnosticadas com obesidade, o SUS oferece cirurgias bariátricas e reparadoras a todos os cidadãos maiores de 16 anos diagnosticados com obesidade grave. Em 2015, foram realizadas 7.541 cirurgias bariátricas no âmbito do SUS. Ressaltou ainda que a cirurgia é o último recurso para o tratamento à obesidade.

A cirurgia é permitida somente “para pacientes que passaram por avaliação clínica e acompanhamento com equipe multidisciplinar, por pelo menos dois anos, e que se enquadram nos critérios estabelecidos pela Portaria nº 425GM/MS, de 19 de março de 2013”.

Doenças

Várias doenças estão relacionadas à obesidade, entre as quais o diabetes, a hipertensão, o colesterol alto e as doenças cardíacas. “E quando você começa a ver a obesidade afetando criança e adolescente, você começa a ver doenças que apareceriam por volta de 50 anos, como diabetes e hipertensão, aparecendo com 12, 15 e 18 anos de idade”, alertou.

De acordo com Rodrigo Moreira, quanto mais cedo a obesidade for diagnosticada, melhor. E a campanha da SBEM visa implementar medidas que possam prevenir esse ganho de peso exagerado. “Hoje, a gente vive em uma sociedade obesogênica, que causa obesidade com alimentação muito ruim, estilo de vida muito ruim, sedentarismo. É a combinação desses fatores que leva ao ganho de peso”, alertou. Ele defendeu a conscientização da população sobre a necessidade de uma alimentação saudável e de uma vida saudável, com boa alimentação e prática de exercícios físicos. “Se a gente consegue implementar isso na infância, fica muito mais fácil”.

A cirurgia bariátrica é uma opção para o tratamento da obesidade, que, inclusive, é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, uma das grandes demandas da sociedade, segundo endocrinologista, é que o SUS ofereça também o tratamento para os pacientes obesos que ainda não precisem de cirurgia.

Pesquisas

A Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde em abril desse ano, revela que a obesidade cresceu 60% no Brasil entre 2006 e 2016, passando de 11,8% para 18,9%, com frequência maior entre mulheres (19,6%) do que entre os homens (18,1%).

Os dados da Vigitel mostram também crescimento do excesso de peso entre a população, que subiu de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016, com presença em mais da metade dos adultos residentes nas capitais do país.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015, indicou que 56,9% dos brasileiros com mais de 18 anos estão com excesso de peso, ou seja, têm um índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25. Outros 20,8% das pessoas são consideradas obesas porque têm IMC igual ou maior que 30.

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