Cassilândia, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

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12/09/2007 07:53

Escolha de sistema de rádio digital gera polêmica

Agência Câmara

A preocupação sobre o impacto da implantação do rádio digital no bolso do ouvinte, na indústria brasileira e nas pequenas emissoras dominou a audiência pública realizada nesta terça-feira pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. Assim como aconteceu em relação à TV digital, a grande polêmica é em torno do padrão que o governo irá adotar na transição do rádio analógico para o digital. Os testes estão mais avançados em relação ao sistema In Band On Channel (Iboc), norte-americano, que conta com a preferência das grandes emissoras comerciais, e ao sistema DRM, europeu, mais usado para freqüências de ondas curtas.

O rádio digital terá qualidade de áudio equivalente aos CDs e possibilidade de interação com outras mídias. Crítico do Iboc, o coordenador da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, Joaquim Carvalho, afirma que esse sistema pode quebrar a indústria nacional e as pequenas rádios, já que os norte-americanos cobram royalties pelo seu uso e podem resistir em transferir a tecnologia para o Brasil.

"O que vai acontecer com Santa Rita do Sapucaí (MG), onde há milhares de pessoas trabalhando na produção de transmissores? O que vai acontecer com a indústria de receptores? Vão vir equipamentos da China?" questionou Carvalho. "E os empregos no Brasil? O que vai ser dos pequenos e médios radiodifusores comerciais, rádios comunitárias e rádios educativas, que não vão ter condições de pagar o preço do equipamento do jeito que está sendo implementado?" acrescentou.

Pontos positivos
Já a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert) sustenta que os testes com o Iboc mostraram excelente resultado e não vão representar prejuízos para a população nem para a indústria do Brasil. Ronald Barbosa, assessor técnico da Abert, argumenta que o surgimento de mídias de alta tecnologia torna urgente a implantação da rádio digital, para garantir a sobrevivência sobretudo das emissoras AM.

"O público em casa já tem acesso ao CD, ao Ipod, ao MP3, todos com qualidade digital. E, na verdade, as emissoras não conseguem acompanhar essa qualidade de áudio na sua transmissão, fazendo com que o público deixe de ouvir a emissora e passe para outras mídias que têm uma qualidade melhor", argumentou Barbosa.

Debate amplo
Apesar da preferência da Abert e do ministro das Comunicações, Hélio Costa, pelo padrão norte-americano, a deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG) defendeu amplo debate antes de qualquer decisão final sobre o tema. "É uma decisão do governo, mesmo que o ministro tenha uma opinião. Eu tenho certeza de que toda a comunidade, todas as áreas e o Legislativo vão debater isso", afirmou.

Segundo ela, é preciso discutir se pode ser usada tecnologia brasileira no rádio digital, e qual será a participação da indústria brasileira. "Esse debate ainda está começando", avaliou.


Saiba mais sobre o rádio digital
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as características de cada sistema de rádio digital no mundo são as seguintes:

HD radio (Iboc, norte-americano):
- Pode ser usado na mesma faixa de freqüências utilizada pela radiodifusão AM e FM, na mesma banda (in band).
- É compatível com a atual estrutura de canais de radiodifusão AM ou FM.
- Oferece um modo híbrido para transmissão simultânea dos canais analógico e digital no mesmo canal.
- Permite que um radiodifusor FM ofereça mais de um programa de áudio em sua transmissão digital.
- Não contempla as faixas de ondas curtas.

DRM (europeu):
- Pode ser usado em freqüências inferiores a 30 MHz (ondas média, tropical e curta).
- Oferece um modo híbrido para transmissão simultânea dos canais analógico e digital no mesmo canal em bandas de 10KHz.
- É o único sistema desenvolvido para a faixa de ondas curtas; provavelmente, vai se tornar um padrão internacional para radiodifusão sonora digital em ondas curtas.
- Não contempla a faixa de FM.

Eureka 147 - DAB (europeu):
- Requer uma faixa de freqüência exclusiva.
- Pode ser usado em qualquer freqüência entre 30 MHz e 3 GHz;
- Tem sistema multiprograma, que combina vários programas para um grupo.

ISDB - TSB (japonês):
- Basicamente, tem as mesmas características do sistema Eureka 147.
- O esquema de transmissão é o mesmo do sistema ISDB - TSB (TV digital terrestre).
- Tem transmissão segmentada na freqüência, que propicia flexibilidade.
- Possibilidade de se usar apenas um segmento de 429 kHz, o que permite a designação de canal individual para cada radiodifusor.


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