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24/06/2007 18:20

Escola de Aquidauana é a pior em MS, segundo MEC

Campo Grande News

Uma escola pública de Aquidauana, município distante 148 quilômetros de Campo Grande, teve o pior desempenho no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), cujo detalhamento foi divulgado nesta sexta-feira, dia 22, pelo Ministério da Educação. Pela avaliação, a Escola Estadual Professora Marly Russo Rodrigues obteve nota 1,7, bem distante da média nacional, de 3,8 e estadual, de 3,2.

Os dados divulgados pelo Ministério da Educação refletem a realidade de 2005 e projetam metas até 2021, quando é esperada para o País média 6,0 e para Mato Grosso do Sul 5,5. O Ideb é o resultado da avaliação do desempenho e rendimento escolar por meio de informações produzidas pelos exames Prova Brasil e Saeb. A nota atribuída está em uma escala de zero a 10. Ou seja, tanto do desempenho médio do Estado, como do País é desanimador.

Em Mato Grosso do Sul, as piores notas encontradas estão, além de Aquidauana, em Anastácio, Aral Moreira, Bonito e Miranda, onde há escolas que não chegaram a 2 na avaliação. O secretário de Educação de Anastácio, José Edson dos Santos, explica que como os resultados refletem a realidade de 2005, quando não estava no cargo, ainda não foi possível considerar investimentos do município para melhorar o ensino desencadeados a partir de 2006.

Conforme o secretário, no ano passado as escolas foram informatizadas, houve maior investimento na capacitação de pessoal, contratação de nutricionista para reforço da merenda, instituição de reforço escolar e atividades paralelas ao horário de aula. As crianças ganharam reforço escolar, aulas de dança, música e teatro.

Melhor posicionada, a cidade de Campo Grande teve seis escolas municipais abaixo da média estadual e nenhuma inferior à nacional. A maioria dos estabelecimentos de ensino da Capital teve bom desempenho, acima da média do País. Os melhores resultados estão nas municipais Danda Nunes e Geraldo Castelo, com 5,5 cada.

Quatro escolas ficaram com média igual ou superior 5, resultado que anima a secretária de Educação Maria Cecília Amêndola. Ela afirma que o desempenho do município deriva de investimento em formação, que ela considera fator primordial, aplicação em espaços, material didático e uniforme. Esse último, aliás, considerado um problema a menos para a família.

O pequeno Felipe, 9 anos, está entre as crianças que confirmam a necessidade do investimento em uniforme. Filho de uma diarista e um chapeiro, o menino diz que valoriza o que recebe na escola, como lápis e mochila, já que os pais não teriam condições de fornecer. Para ele, os materiais e merenda contribuem para o futuro. Felipe planeja cursar Medicina.

A coordenadora escolar Juliana Oliveira, da escola municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, no bairro Estrela Dalva, ressalta que o fornecimento de merenda e uniforme (o município entrega roupas e tênis) ajuda a reduzir a evasão escolar. Para ela, a participação dos pais é fundamental para o desenvolvimento das crianças e, às vezes, os pequenos têm dificuldades justamente pela falta desse envolvimento.

A secretária de Educação de Campo Grande também destaca a participação da comunidade. Ela explica que as metas traçadas para a educação visam o bicentenário da independência do País e faz uma alusão de que ser independente está ligado à qualidade do ensino.

Metas – Para alcançar as metas que determinam a melhoria do ensino do País, há entraves que, quase sempre, independem do gestor. Este é o caso de Anastácio, onde a maioria das escolas é rural e falta pessoal qualificado. Há casos em que o aprendizado é oferecido por professores que não concluíram o Ensino Médio, justamente por falta de condições.

Em Mato Grosso do Sul, as previsões indicam que há escolas que, mesmo atendendo todas as metas, não conseguiram nota 5 na previsão do Ideb para 2021. Há estabelecimentos, em Aral Moreira, por exemplo, cuja nota prevista é 4,8, com evidente melhoria em uma avaliação da atribuição 1,9.

O Ideb demonstra, ainda, que a taxa de reprovação no interior do Estado é elevada. A mais alta taxa é encontrada na Escola Estadual Marly Russo Rodrigues, de Aquidauana, onde 34,1% dos estudantes matriculados conseguem passar de ano. Em Anastácio, na Escola Estadual Carlos Drumond de Andrade, 44,8% foram aprovados em 2005. O maior índice de aprovação foi apurado na Escola Municipal Professor Arlindo Lima, em Campo Grande, com 94,4%. Os dados refletem a 1ª série do Ensino Fundamental.


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