Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

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22/07/2012 09:10

Epilepsia: os mitos e as verdades de sobre a doença

24 Horas News

Ela não é uma doença, mas, sim, um conjunto de doenças. Seu diagnóstico não é difícil, mas seus sinais costumam assustar as pessoas que presenciam. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a epilepsia é uma doença neurológica que afeta cerca de 2% da população mundial e cerca de 5% da população terá, ao menos, uma crise na vida.

No Brasil, ainda existe um grande número de pacientes sem controle adequado de crises tanto por parte dos profissionais da área da saúde como por desinformação das próprias pessoas. Um dos seus sinais mais evidentes é a pessoa caindo ao chão, se contorcendo e \"babando\". Por isso, o preconceito cultural e ignorância sobre a doença resistem nas pessoas.

Na Idade Média, por exemplo, a doença era relacionada com a doença mental e tida como doença contagiante, o que persiste até hoje entre pessoas desinformadas. Associava-se com uma possível \"possessão demoníaca\" e, dessa forma, se tentava curar esse mal por meios de rituais religiosos. Acreditava-se, ainda, que aquela a saliva durante a convulsão podia transmitir a doença. Isso é um mito.

\"A epilepsia não é uma doença contagiosa. O contato com a saliva do paciente de maneira alguma torna a outra pessoa epiléptica. No entanto, a saliva pode transmitir (mesmo que raramente) algumas doenças infecciosas. Por isso, não é recomendado o contato desnecessário com a saliva de um desconhecido sem mecanismos de proteção\", explica o neurologista Leandro Teles.

A doença não é contagiosa e pode surgir em qualquer idade. \"É preciso estabelecer a causa exata das crises para estabelecer a melhor conduta. As causas vão desde doenças estruturais como neurocisticercose, derrames, tumores e sequela de acidentes até predisposição genética\", explica. É preciso que a pessoa tenha mais de duas crises sem uma razão aparente para ser caracterizado um estado epilético.

O paciente com epilepsia pode levar uma vida normal? Claro, garante o médico. \"Pacientes bem controlados podem e devem trabalhar, praticar esportes, casar, ter filhos etc. Até mesmo dirigir o paciente pode após 2 anos de controle e bom seguimento clínico\", explica o neurologista.

O Sistema Único de Saúde (SUS) presta assistência e fornece medicamentos para tratamento aos portadores de doença neurológica como está previsto na Portaria GM/MS nº. 1.161, que instituiu a Política Nacional de Atenção ao Portador de Doença Neurológica. Para a solicitação desses medicamentos, o paciente ou seu responsável deve efetuar cadastro em estabelecimentos de saúde vinculados às unidades públicas.

MITO X VERDADE

Durante uma crise devemos impedir que o paciente engula sua própria língua?
MITO. Esse é um erro comum e perigoso. A língua não enrola e o paciente não é capaz de engoli-la. O que não se deve, em hipótese alguma, é introduzir os dedos dentro da boca do paciente (pelo risco de lesões graves nos dedos) e tampouco introduzir objetos rígidos (pelo risco de lesões dentárias e gengivais graves). O correto e virar a pessoa de lado, protegê-la, deixar que a saliva escorra e aguardar calmamente que a crise acabe, o que ocorre geralmente antes de três minutos na grande maioria das vezes.

As crises podem ser bem controladas com medicamentos?
VERDADE. O uso regular de uma ou duas medicações é capaz de controlar adequadamente as crises em 70% dos casos e muitas dessas medicações são distribuídas gratuitamente na rede pública.

Convulsão e ataque epiléptico são sinônimos?
MITO. A convulsão é apenas um tipo de ataque epilético. A convulsão é aquele tipo mais intenso onde a pessoa perde os sentidos e se debate, podendo morder a língua e urinar na roupa. Mas existem crises mais fracas manifestadas por breves desligamentos, formigamentos ou contrações restritas a alguns grupos musculares. Se ocorrerem de maneira recorrente configuram um quadro de epilepsia.

Epilepsia tem tratamento, mas não tem cura?
MITO. Existe a possibilidade de cura em alguns casos. Seja porque o paciente ficou muito tempo sem ter crises (mínimo de dois anos) e a medicação foi descontinuada sem recorrência das crises, seja após um procedimento cirúrgico que retirou a causa das crises ou seja pelo próprio amadurecimento do cérebro em alguns tipos de epilepsias infantis.

A \'baba\' (saliva) durante uma convulsão pode transmitir a doença?
MITO. Crendice pura. A epilepsia não é uma doença contagiosa e o contato com a saliva do paciente de maneira alguma torna a outra pessoa epiléptica. Mas atenção: a saliva pode transmitir, mesmo que raramente, algumas doenças infecciosas. Por isso, não é recomendado o contato desnecessário com a saliva de um desconhecido sem mecanismos de proteção.

Deve-se dar dose extra do remédio ao paciente quando ocorre uma crise?
MITO. As medicações devem ser mantidas nos horários acertados pelo médico. Não se deve dar remédio extra durante ou logo após a crise sob o risco de o medicamento ir parar nos pulmões devido a sonolência. Também não devemos passar água fria e muito menos álcool no rosto do paciente, pois são medidas absolutamente inefetivas, não funcionam.

Pacientes com epilepsia tem dificuldades mentais?
MITO. A maioria dos pacientes com epilepsia tem inteligência absolutamente normal, alguns até acima da média. Uma pequena parcela apresenta patologias que causa dificuldade intelectual associada às crises.

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