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10/04/2012 08:35

Entrevista: Cafu acredita que Neymar sairá do Brasil

Ge.net/ Fellipe Lucena

Capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002, Cafu está ao lado de Mano Menezes. Além de pedir paciência com o trabalho do treinador, o ex-lateral direito concorda com ele ao dizer que Neymar, principal esperança do País para o Mundial de 2014, deveria ir à Europa para se consolidar como craque. Para alegria do presidente Luis Álvaro Ribeiro, o camisa 11 do Santos repete insistentemente que não sairá antes da competição.

“Você tira pelo Mundial que o Santos disputou (derrota por 4 a 0 para o Barcelona, em dezembro). Ele era mais um, era muito fácil marcar só o Neymar. Os jogadores europeus estão acostumados a enfrentar craques como ele. Eles marcam Messi, Cristiano Ronaldo, Rooney, Inzaghi e outros jogadores de grande nome. Para eles é tudo normal. Por isso seria boa a saída do Neymar. Ele sentiria como é a pegada do marcador europeu”, defendeu o colecionador de marcas importantes.

Atleta que mais vestiu a camisa da Seleção Brasileira em jogos oficiais (148 vezes) e em Copas do Mundo (20 partidas, em 1994, 1998, 2002 e 2006), Cafu encerrou a carreira em 2010, após deixar o Milan. Hoje, é membro do Comitê de Força Tarefa da Fifa para a Copa de 2014 e presidente da Fundação Cafu, criada há 11 anos para auxiliar no combate à desigualdade social.

O currículo recheado rendeu uma homenagem do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, nessa segunda-feira, durante o 1ª Seminário Sobre Segurança na Copa de 2014. Antes de receber uma placa das mãos de George Melão, presidente da entidade, o ex-atleta posou para fotos com os fãs e respondeu a algumas perguntas sobre futebol.

Veja abaixo a íntegra da entrevista com o capitão do penta:

Antes de ser homenageado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, você tirou fotos com vários fãs. O capitão do penta nunca vai deixar de ser assediado?
Trabalho, né? Aquilo que nós plantamos está sendo colhido agora, isso é legal. O reconhecimento é sempre muito gratificante, a felicidade das pessoas e o respeito com que me tratam fazem bem para o ego.

Como está a vida de aposentado?
Está legal, apesar que de aposentado eu não tenho nada. Estou em uma correria grande com os projetos que eu tenho, como embaixador de algumas empresas. Estamos em uma batalha maravilhosa.

O reconhecimento pelos feitos na Seleção, como você disse, é legal. Mas quando as coisas não vão bem, tem a cobrança. Como você vê o momento atual do futebol brasileiro?
A cobrança faz parte. A Seleção é cobrada porque tem capacidade e qualidade. No dia que a Seleção Brasileira não for cobrada, alguma coisa de errada vai estar acontecendo. É normal para grandes seleções e grandes jogadores. Daqui a pouco os resultados começam a vir e as coisas mudam.

Você acha que a Seleção Brasileira continua sendo a mais forte do mundo?
Seleção Brasileira é sempre Seleção Brasileira. Com o tempo, claro que outras seleções foram evoluindo e ganhando espaço, mas o Brasil deve ser respeitado. Não é à toa que somos pentacampeões. Temos que ser respeitados, sim, por tudo aquilo que construimos, mas hoje a competitividade está de igual para igual.

Como está enxergando o trabalho do Mano Menezes?
A Seleção passa por um momento de transição, normal. Vocês (imprensa) pleitearam tanto a transição, a reforma, a mudança na Seleção Brasileira, e agora que está acontecendo estão sem paciência. Infelizmente nós não temos muito tempo, a Copa do Mundo está aí, mas tudo que foi feito está de acordo com o que todo mundo queria. Tem que dar tempo para esse time se entrosar e chegar ao ponto ideal.

Além do Neymar, em quem você confia para ser o grande nome do Brasil em 2014?
Em todo mundo. Até a Copa de 2014, muita coisa pode acontecer. O Neymar, hoje, é a sensação do futebol brasileiro e mundial, nossa referência em termos de ídolo, de craque, é a menina dos olhos do futebol brasileiro, mas a gente sabe que Copa do Mundo é diferente e muita coisa pode acontecer. É claro que, se ele for nesse nível até lá, será a nossa referência. Mas, para uma Seleção ser vencedora, precisa de outros grandes jogadores. Infelizmente, sozinho o Neymar não vai poder fazer nada.

Está faltando gente para ajudá-lo?
Volto a falar: sozinho, ele não vai ganhar a Copa do Mundo. Nunca vi um jogador ganhar uma Copa sozinho, por mais craque que fosse. O conjunto faz com que você ganhe. Se esse conjunto estiver bem, o Neymar pode ser um destaque. Se não estiver bem, dificilmente vai conseguir.

Ele está certo em continuar no Brasil? Você faria o mesmo?
Não. Mas essa é uma resposta do Cafu, não do Neymar. Eu teria ido embora para ganhar experiência, para crescer mais, ver o futebol de uma maneira completamente diferente. O futebol brasileiro acaba viciando um craque como o Neymar. Não que ele esteja errado, mas a resposta do Cafu seria essa. Se ele pedisse um conselho para mim eu diria que uma experiência na Europa seria boa para ele.

O que a Europa tem de tão diferente?

É tudo diferente. Você tira pelo Mundial que o Santos disputou. Ele era mais um, era muito fácil marcar só o Neymar. Os jogadores europeus estão acostumados a enfrentar craques como ele. Eles marcam Messi, Cristiano Ronaldo, Rooney, Inzaghi e outros jogadores de grande nome. Para eles é tudo normal. Por isso seria boa a saída do Neymar. Ele sentiria como é a pegada do marcador europeu.

Você aprecia alguma seleção atualmente?
Todas as grandes seleções, todas têm que ser respeitadas. É só ver o que vêm fazendo nas Eliminatórias, o que vão fazer na Euro. Não adianta eu falar só da Espanha, da Inglaterra, da Alemanha, da Itália, da Argentina, enfim... Tem seleções que vêm, aos poucos, como a Holanda, ganhando seu espaço em termos mundiais.


O que achou da saída do Ricardo Teixeira?

Futebol vive em transição. Mais uma, não só na Seleção, mas também na parte da dirigência. Ele foi vitorioso, o Brasil conquistou várias coisas nos 23 anos dele no cargo. Deu espaço para outro e vamos esperar agora que o senhor José Maria Marin dê sequência ao trabalho.

Você achou que foi uma mudança saudável?
Mudança é sempre mudança. Enquanto os resultados não vierem nós não vamos saber se foi saudável ou não.

Como foi sua convivência com o Ricardo Teixeira durante esses anos todos?
Normal, ótima, como dois grandes profissionais. Sempre trabalhei, ele sempre trabalhou. Sem problema nenhum.

O que você acha da participação de ex-jogadores, como Romário e Ronaldo, nos bastidores do futebol?
Acho ótimo. São pessoas que viveram o futebol e a Copa do Mundo, realmente entendem do assunto e podem acrescentar bastante.

Você toparia algo parecido?
De repente, sim. Tenho alguns compromissos até a Copa do Mundo. Depois, com o maior prazer.

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