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19/06/2014 08:38

Empresa que procura petróleo e gás natural passa novamente por Chapadão do Sul

Jovem Sul News
Caminhões da ANDL na BR-060. (Fotos: Erika Silva)Caminhões da ANDL na BR-060. (Fotos: Erika Silva)

Nesta quarta-feira, 18 de junho, os caminhões especiais da ANDL Geofísica foram vistos novamente nas proximidades de Chapadão do Sul (MS).

A empresa, contratada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), já havia passado pela cidade em dezembro de 2013, na MS-306, sentido Cassilândia/Costa Rica, realizando estudos sismográficos em busca de petróleo e gás natural no subsolo.

Desta vez, a equipe passa pela BR-060, sentido Paraíso das Águas/Chapadão do Sul, finalizando a área de estudo.

Os equipamentos rodam lentamente e param de trecho em trecho emitindo vibrações controladas que são lidas pelos sensores dos geofones. “Já passamos por várias cidades da região como, Costa Rica, Chapadão do Sul, Três Lagoas, Campo Grande, Brasilândia, Cassilândia. Todo esse setor já foi coberto pelo estudo”, disse um dos técnicos observadores responsáveis pela operação em campo, o argentino Walter Carrasco.

A estimativa do programa é para que os estudos sejam concluídos num total de dez meses, cobrindo uma área de cinco mil km.

Longe de casa

São 70 profissionais, entre brasileiros e argentinos, se revezando em turnos para realizar as medições que não param. Há profissionais de todo o Brasil e os nordestinos são maioria.“A equipe tem baianos, maranhenses, paraibanos, potiguares, capixabas, piauienses e ainda cinco estrangeiros”, disse, José Carlos, um dos Chefes de linha.

Os profissionais argentinos revelaram que os brasileiros são bastante acolhedores e que eles têm sido muito bem recebidos por onde passam. O trabalho por empreitada exige que fiquem muito tempo longe da família. Para cada 40 ou 42 dias trabalhados, passam 21 em seu país. Mas, dizem já estar acostumados à pesada rotina e que gostam de trabalhar no Brasil.

O argentino Marcelo Velazquez, outro técnico observador, comentou que a burocracia para trabalhar no exterior, é maior em seu país de origem do que no Brasil. “Me exigiram mais documentos na Argentina do que aqui”, comentou.

Apesar da menor burocracia no Brasil, os profissionais contam com assessoria jurídica da ANDL para que estejam dentro da lei. Os estrangeiros possuem dupla documentação para facilitar o trânsito.

Mas, para a nutricionista Ana Carolina Bigaton, sul-mato-grossense de Bonito, que integra o grupo, o mais difícil é equilibrar a alimentação da miscigenada turma que tem hábitos alimentares tão diversos. “Temos que combinar os hábitos dos nordestinos com os dos argentinos e sul-mato-grossenses. No MS come-se muito churrasco, já os nordestinos sentem falta de peixes e frutos do mar, que encontram com facilidade em sua região. A quantidade e a qualidade da alimentação tem todo um cardápio elaborado, inclusive, com as calorias necessárias para o trabalho deles”, disse Ana. É um cardápio geral, mas, que leva em consideração as diferentes necessidades de todos.

Além da nutricionista, o grupo conta com três enfermeiros e uma ambulância que acompanha o comboio para dar assistência imediata aos profissionais, em caso de acidentes e/ou outros imprevistos médicos.

A língua já não oferece barreira e a multiculturalidade é fator de união. “Agora que estamos em época de COPA do Mundo, estendemos uma bandeira de cada país e as brincadeiras giram em torno de futebol”, brinca um dos profissionais argentinos. O clima é de companheirismo e o grupo é o retrato dos profissionais na nova era, que não se limitam por fronteiras e que, em busca de melhores salários, se qualificam e vão onde o trabalho está.

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