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21/08/2018 10:40

Empresa encerra atuação e voos entre Campo Grande e Assunção são extintos

Correio do Estado

 

Durou menos de um ano os voos diretos entre Campo Grande e Assunção, capital do Paraguai. Anunciada com entusiasmo no início de dezembro do ano passado, as operações da filial paraguaia da empresa aérea boliviana Amaszonas encerrou as atividades em alguns estados brasileiros, como Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraná. Agora, opera regularmente apenas em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), locais para onde são necessário se fazer escala para seguir por via aérea da Cidade Morena à capital do país vizinho.

De acordo com o portal 'Ponte Aérea', especializado na cobertura de aviação civil, a medida faz parte de uma reestruturação da Amaszonas Paraguay.

O Grupo Amaszonas, da Bolívia, vendeu sua participação na companhia paraguaia. Desta forma, os dois sócios remanescentes prontamente iniciaram mudanças na companhia.

De uma maneira geral, os resultados da Amaszonas Paraguay no Brasil foram decepcionantes desde o início das operações, entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Em maio, o melhor destino entre os cinco (Campo Grande, Curitiba, Guarulhos, Porto Alegre e Rio) foi Curitiba, com uma média de 42,5% de ocupação, ou cerca de 21 passageiros por voo.

Os resultados na Capital eram os piores, com uma média de 22,3% em maio, ou seja, 11 passageiros por voo. Já Porto Alegre teve ocupação de 34,2% (17 passageiros por voo). São resultados decepcionantes, ainda mais considerando a grande expectativa com a qual chegou a companhia em seus novos destinos no país. Estivemos no evento de inauguração da operação a Porto Alegre, em dezembro. Foi dito aos jornalistas, inclusive, que até o fim deste ano, conforme a demanda pedisse, os voos à capital gaúcha seriam diários. Os dados são do portal.

Isso se devia em suma à aeronave operada pela Amaszonas Paraguay, o Bombardier CRJ-200, para 50 passageiros, que viabilizaria estas operações de menor demanda, de 'nicho', esquecidas pelas maiores companhias.

Enquanto Campo Grande já não mais recebia as operações para Assunção desde meados de junho, o último voo da Amaszonas Paraguay para Porto Alegre ocorreu no mês seguinte. A matriz boliviana ainda avaliava se manteria operações em Viracopos, aeroporto de Campinas (SP).

HISTÓRICO

A Amaszonas foi fundada em 1998 na Bolívia e começou a operar em 2000. Seu objetivo, inicialmente, era servir localidades não atendidas do país com uma frota de Cessna Caravan e Fairchild Metro.

Em abril de 2012, a AeroSur, uma das duas grandes do mercado boliviano, quebrou. Assim começou sua expansão: em junho, chegava seu primeiro CRJ-200. Em 2013, eram quatro; no ano seguinte, sete.

Foi nesse ano que a Amaszonas começou seus investimentos em outros países. Em abril de 2015, adquiriu a estrutura da finada BQB, que até o ano anterior era a única companhia aérea de passageiros do Uruguai. Quatro meses depois, foi anunciada a Amaszonas Paraguay.

A Amaszonas Paraguay é fruto de um investimento tríplice entre a Amaszonas Bolívia, a Air Nostrum, uma grande regional europeia que voa em parceria com Iberia, e a AvMax, empresa canadense presente em diversos países e que presta serviços em diversas áreas da aviação, incluindo leasing.

Em 19 de março de 2016, inaugurou suas operações entre Assunção e Montevidéu. Desde então, ampliou sua malha para diversas cidades, como Ciudad del Este, Iquique e Buenos Aires. Já conta com três CRJ-200 e em alguns dias chega o quarto.

Em setembro desse ano, deu mais um passo em sua trajetória: protocolou junto à ANAC pedidos de voos ligando Assunção a Porto Alegre, Campo Grande e Curitiba; as duas primeiras com três voos semanais e a última com quatro. Em novembro, foram iniciadas as vendas. O Ponte Aérea acompanhou o evento de apresentação da empresa ao mercado gaúcho, realizado em Porto Alegre (POA) no dia 7 de dezembro.

Antes de iniciar os voos abertos a passageiros comuns no Brasil, a Amaszonas Paraguay passou por cada uma das três cidades para apresentar à imprensa local seu plano de negócio, área de atuação e proposta. A primeira a receber foi Porto Alegre.

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