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07/07/2004 08:20

Empresa anglo-australiana interessada em criação de polo

Sebastião Rubens Gomes Pinto

O senador Delcídio Amaral revelou ontem, em Brasília, que uma empresa anglo-australiana está interessada na criação de um pólo minero-siderúrgico em Mato Grosso do sul, na fronteira com a Bolívia.

A informação do senador aconteceu durante a solenidade da criação, ontem, em Brasília, da Comissão Executiva Binacional do pólo de gás químico Brasil-Bolivia. Na instalação solene da comissão, anunciou-se também a criação um grupo de trabalho binacional para implantação de um pólo minero siderúrgico.

Na próxima quinta-feira, dia 8, na visita que fará à Bolívia, os presidentes do Brasil e da Bolívia se reunirão para assinar o projeto do Pólo Gás-Químico e anunciarão oficialmente a criação o projeto gás químico.

O resultado do encontro, que envolveu o Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, Maurício Tomalsquin, e os ministros bolivianos de Minas e Hidrocarbonetos, Guillermo Torres, e da presidência da República, José Galindo, foi registrado em ata.

O secretario Tomalsquin deu as boas vindas aos delegados da Bolívia. Desculpou-se pela ausência da ministra Dilma Roussef, adoentada. Do lado brasileiro, estavam o senador Delcidio Amaral, Maria das Graças Silva Foster, uma das responsáveis pela área de gás do ministério, e diretor da área da Petrobrás, Nestor Cerveró. Estava ainda presente, como representante do estado de Mato Grosso do Sul, Mauricio Gomes Arruda.

O ministro boliviano José Galindo destacou que, para seu país, é imprescindível que a população compreenda que o pólo gás-quimico servirá para agregar valor aos produtos exportados, gerar emprego, impulsionar o progresso e desenvolver a industria.

Esse foi também o teor do pronunciamento do senador Delcidio Amaral. Ele não tem dúvidas de que o projeto do polo de gás-quimico e a de um pólo minero siderúrgico na região de Corumbá e Porto Suarez, na Bolívia, vão mudar o panorama econômico de uma imensa área na faixa de fronteira.

O senador calcula que serão gerados, só do pólo gás-químico, serão gerados, na fase de implantação, entre cinco e seis mil empregos. Quando estiver em funcionamento entre 400 empregos diretos e 2 mil indiretos.

O pólo produzirá, dentre outros derivados, o polietileno que é a matéria-prima para a produção de produtos plásticos. Estima-se que o pólo comece a operar em 2010, data provável em que a demanda irá superar a capacidade de produção brasileira.

“Só esse setor levará para a região novas empresas, gerando mais riqueza e novos empregos”, disse Delcídio.

Tolmasquim lembrou a relevância da integração energética entre o Brasil, a Bolívia e a Argentina, assim como o papel fundamental do pólo gás-químico como mecanismo necessário para agregar valor ao gás, matéria-prima disponível na Bolívia.

O Brasil consumiria três milhões de metros cúbicos de gás natural boliviano por dia. O projeto completo do pólo gás-químico é um investimento de U$ 1,3 bilhão.

Na reunião também foi decidida a implantação do Pólo Siderúrgico de Corumbá, destinado a reduzir os custos da produção de ferro, transformando o minério granulado, que custa U$ 32 a tonelada, em ferro esponja, avaliado em U$200 a tonelada.

O senador Delcídio Amaral afirmou que a implantação desse pólo minero-siderúrgico irá demandar um consumo de aproximadamente 2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural para abastecer os alto-fornos.

Hoje, o Brasil vende 1,2 milhão de toneladas de minério de ferro granulado por ano. A intenção é elevar a produção para 1,5 milhão de toneladas/ano e alcançar a meta de 10 milhões de toneladas/ano.

Na solenidade de ontem foi feita uma apresentação pelo representante da empresa Rio Tinto. Concluiu-se pela relevância do projeto, o que justificou a criação de um grupo de trabalho para estudar especificamente esse pólo minero-siderúrgico.

Esse grupo será coordenado, pelo lado boliviano, pelo próprio vice-ministro de Minas da Bolívia, Eduardo Gutierrez.

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