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09/03/2014 10:35

Em MS, notas de R$ 20,00 e de R$ 50,00 são as recordistas em falsificação

Campo Grande News

Dinheiro falso é um problema para o comércio. Em Mato Grosso do Sul, conforme o DOF (Departamento de Operações de Fronteira), notas de R$ 20 e de R$ 50 são as mais falsificadas. Por má fé ou ingenuidade, pessoas tentam, com certa frequência, injetar esses valores em empresas, principalmente da fronteira.

O diretor do DOF, coronel Edilson Duarte, explica que esse é um crime comum na região de separa Mato Grosso do Sul do Paraguai e da Bolívia. Ele conta que a polícia não trabalha especificamente para coibir esse tipo de crime, mas com os bloqueios policiais realizados na faixa de fronteira, o combate a circulação de moedas falsas acaba ocorrendo.

“Nesse caso, o objetivo é, principalmente, preservar a fé pública e o dinheiro que é produzido no País. Preservar o Real para que ele não se desvalorize”, explica Edilson. O diretor adverte: a pessoa que for pega com moeda falsa é presa em flagrante por falsificação e responde processo na Justiça.

“Mesmo sem saber que está com uma moeda falsa, a pessoa corre o risco de ser processada, podendo ser inocentada posteriormente”, afirma. Quem suspeitar que possui uma nota falsa deve procurar uma agência bancária para tirar a dúvida. “O banco vai recolher o dinheiro e não é obrigado a fazer o ressarcimento do valor”, conta.

Comércio – O problema do dinheiro falso atinge principalmente o comércio, como os postos de combustíveis. Em Sidrolândia, por exemplo, o Posto Pé de Cedro é um dos alvos. O gerente Henrique Nunes, 31 anos, conta que clientes tentam, com frequência, pagar um produto com dinheiro falso.

“Mas nós temos aquelas canetas que detectam cédulas falsas. Quando são descobertos, as desculpas são várias, mas as mais comuns são ‘peguei o dinheiro de troco’ e ‘saquei no caixa eletrônico’”, conta. “Percebemos quando a pessoa quer dar o balão ou quando é humilde”, comenta.

Ainda conforme o gerente, os funcionários da empresa são treinados para encontrar uma nota falsa, mas, às vezes, isso ainda ocorre. “Mas sempre no período da noite, quando o funcionário está distraído”, justifica.

Conforme o gerente executivo da Associação Empresarial de Sidrolândia, Júnior Dias, o comerciante possui várias alternativas para se defender desse tipo de crime. “Entra elas, a caneta que detecta dinheiro falso”, lembra. “Nem sempre o empresário pode estar a frente do negócio. Mas ele pode fornecer aos empregados métodos de fazer essa identificação”, afirma.

Ele reforça que o funcionário, principalmente, o de frente de caixa, tem que ser treinado. "Se mesmo assim ocorrer o recebimento, o dono pode descontar do salário do trabalhador. É um meio de proteger o lucro. Mas se não ocorreu essa capacitação, o desconto não pode ocorrer também”, explica.

Apreensão – As apreensões de dinheiro falso costumam ser comuns no interior do Estado. No último dia 2, por exemplo, em Ponta Porã, um jovem de 28 anos foi preso por estar com R$ 3,8 mil em notas falsas em um ônibus de viagem. O dinheiro foi apreendido.

O rapaz tinha 76 cédulas falsas de R$ 50. Após questionamentos, ele confessou que levaria o dinheiro para a cidade de Alvorada (GO).

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