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25/03/2005 14:10

Em crise, emprego no setor agropecuário cai 20%

Fernanda Mathias / Campo Grande News

No segundo ano consecutivo de perdas provocadas pela estiagem, acumuladas desta vez com baixos preços da soja no mercado internacional, o campo gerou 20,75% menos empregos no primeiro bimestre deste ano que em igual período do ano passado, segundo dados destrinchados do mercado formal divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Demitidos).
O saldo de vagas (diferença entre admitidos e demitidos) no setor agropecuário foi de 1.925 no primeiro bimestre deste ano, quando em igual período de 2004 totalizou 2.426 vagas. Foram 8.474 contratações e 6.549 demissões. O abalo do setor, tradicionalmente o maior empregador no Estado, refletiu nos números globais do mercado formal de trabalho.
A geração de novas vagas no mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul, em todos os setores, teve recuo de 35,7% no primeiro bimestre deste ano comparado ao mesmo período de 2004. A diferença entre admitidos e demitidos no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano foi de 3.721, o que corresponde às novas vagas. Já no primeiro bimestre de 2004 essa diferença foi de 5.788.
O levantamento extra feito pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e divulgado na última terça-feira, dia 22 de março, revela que a perda na cultura de soja em Mato Grosso do Sul foi a terceira maior do País, de cerca de 1 milhão de toneladas, ou seja, R$ 560 milhões. No ano passado as perdas totalizaram R$ 700 milhões e tiveram contribuição da ferrugem asiática, além do veranico.
Além disso, na pecuária o preço da arroba, segundo o setor produtivo, está parado há 3 anos, enquanto os custos vêm subindo. Hoje a arroba do boi gordo está cotada a R$ 52,00 para 30 dias. A perda de renda foi motivo, inclusive, de reunião nacional do setor produtivo no dia 11 de março em Campo Grande. Devido aos baixos preços a oferta de matrizes para abate aumentou de 20% a 30% dos animais para 50% e o rebanho deve diminuir, segundo os pecuaristas. A carne bovina e a soja são os principais produtos na economia de Mato Grosso do Sul.

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