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15/08/2018 17:30

Em Campo Grande, boliviano diz ter sido o inventor do árbitro de vídeo

Correio do Estado

O boliviano Fernando Méndez Rivero, 62 anos, percorre a América do Sul a fim de provar que inventou, em 2005, o árbitro assistente de vídeo, popularizado como VAR (Video Assistant Referee, na sigla em inglês) após sua utilização na Copa do Mundo da Rússia. O engenheiro civil detalhou sua criação durante passagem por Campo Grande. Ele pede 500 mil dólares (aproximadamente R$ 2 milhões) de indenização para cada associação esportiva que colocou a tecnologia em prática.

Rivero alega que teve a ideia depois de uma decisão de campeonato entre dois arquirrivais de Santa Cruz de la Sierra, em 2004. Seu clube de coração e pelo qual jogou na década de 1970, o Oriente Petrolero, perdeu o título após sofrer um gol do Blooming nos minutos finais da partida. Segundo o engenheiro, o tento se originou de uma jogada irregular.

“Fiquei indignado e, como o engenheiro deve trabalhar por melhorias na sociedade, comecei a pensar neste projeto. Levei um ano para finalizar”, conta. Rivero diz que utilizou programas de computador para desenvolver o sistema. Algumas páginas do “dossiê” que o boliviano hoje carrega consigo mostram desenhos similares ao esquema adotado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).

O que durante a Copa chamava-se “VAR Room” (sala do VAR, em inglês) há 13 anos ele batizou como “Cabine de Decisão Arbitral”. A quantidade de árbitros assistentes de vídeo implementada no Mundial, quatro, foi a mesma pensada pelo engenheiro.

A principal diferença para o VAR da Fifa está na quantidade de câmeras. O boliviano propôs a utilização de seis equipamentos para captar os lances, enquanto que na Rússia eram pelo menos 33.

Alguns recortes de jornais bolivianos publicados em 2005 provam a veracidade do projeto de Rivero. As reportagens anunciavam que o engenheiro tinha uma solução para minimizar a quantidade de equívocos de árbitros no futebol.

O boliviano ainda registrou sua ideia no Serviço Nacional de Propriedade Intelectual do país vizinho, em 2005. O documento é uma das peças que ele exibe com mais orgulho.

LIGAÇÃO DA CBF

Assim que concluiu o sistema, o qual batizou de “Projeto Piloto de Arbitragem Eletrônica”, Fernando Rivero enviou cópias à Federação Boliviana de Futebol (FBF), Fifa e mais 50 associações de diversos países. Segundo ele, só a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) respondeu.

“Recebi uma ligação do Ricardo Teixeira, que me disse assim: parabéns, muito bonito o seu trabalho e vamos fazer com que ele aconteça”, assegura. O então presidente da entidade nunca implementou a tecnologia.

O engenheiro de Santa Cruz de la Sierra só descobriu que o árbitro assistente de vídeo era uma realidade durante a Copa da Rússia. Ele acompanhava um jogo da seleção brasileira com um amigo radialista, que sabia de seu projeto e o alertou.

“A Fifa diz que reuniu uma comissão para desenvolver o VAR, que o sistema nasceu dentro da federação, mas ela pegou o meu projeto e plagiou”, denuncia.

No dia seguinte à descoberta, Rivero começou sua jornada para provar a “paternidade” do VAR. O boliviano passou por Campo Grande para fazer escala até Assunção, no Paraguai, onde pretende se encontrar com dirigentes da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Depois, vai até Buenos Aires, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai, a fim de se reunir com as federações locais.

Para o engenheiro, o valor requisitado a cada entidade que hoje faz uso da tecnologia é pequeno diante dos salários pagos aos principais jogadores das ligas. “Um artista ou um músico que cria algo tem os direitos da sua invenção. Comigo é a mesma coisa. Foi um projeto que me custou muito tempo e trabalho”, conclui.

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