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01/07/2004 17:55

Em 10 anos de Real, cesta básica valorizou 133,55%

Sandra Luz / Campo Grande News

Em 10 anos de Plano Real, o campo-grandense precisou desembolsar valor 133,55% mais para poder pagar a cesta básica individual. A variação positiva, segundo o economista da Seplanct (Secretaria de Estado de Planejamento e de Ciências e Tecnologia), Walberto Moraes, considera o primeiro dia do real, 10 de julho de 1994, quando a cesta básica valia R$ 65,09, com esta quinta-feira, com preço de R$ 152,03.
Moraes lembra que há pontos a serem considerados. Há 10 anos, o valor o salário mínimo era de R$ 64,79 e hoje, chega a R$ 280,00. Para o presidente nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, os trabalhadores têm mais a lamentar do que a comemorar a primeira década da moeda brasileira, o real. A bandeira do governo que instituiu a moeda foi o controle da inflação, mas, para Marinho, o real acabou elevando taxas de desemprego e trazendo a estagnação industrial.
“Em 1992, a massa salarial contribuía com 45% do PIB (Produto Interno Bruto), hoje são 36%”, comparou Marinho. “Do ponto de vista do trabalhador, foi uma década cruel”, disse o líder.
O Plano Real colocou fim à chamada “inflação galopante”, resultado de processo de endividamento iniciado na época da ditadura militar, em meados dos anos 70. “Havia uma conjuntura internacional muito propícia, com disponibilidade de capitais. Uma avalanche para os mercados emergentes buscava rentabilidade. Foi esse movimento que trouxe condições para a implantação do Real. Sem isso, não teriam conseguido”, avalia o economista Bernardo Macedo, e ex-assessor especial do Ministério da Fazenda.
“O real se propôs a derrotar a hiperinflação e nesse sentido foi extremamente bem sucedido”, afirmou Pedro Malan, presidente do Conselho de Administração do Unibanco e ministro da Fazenda nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2002, defendeu a opção do governo em relação ao Plano Real. Malan participou do seminário “Desafios da Estabilidade da Moeda: Dez Anos de Plano Real”, organizado pelo jornal Valor Econômico, na capital paulista.
Na avaliação do economista Pérsio Arida, feita no mesmo seminário, taxas de juros “extremamente altas” e câmbio valorizado impediram um crescimento acelerado entre 1995 e 1999. O economista avalia o que poderia ter sido feito: “É razoável dizer que, se tivéssemos tido superávit fiscal e flexibilizado o câmbio no primeiro mandato, estaríamos melhor do que estamos. Olhando para o exemplo de Israel, vemos que também faltou mais atenção a investimentos em infra-estrutura”, afirmou.

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