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09/05/2014 12:46

Eleições: pare, olhe e escute

Manoel Afonso
Eleições: pare, olhe e escute

NOS VESTIÁRIOS Se Azambuja tenta organizar sua comitiva; o contorcionismo de André impressiona; Delcídio evita que o óleo da Petrobras queime a junta do cabeçote de seu motor; Nelsinho mais observa do que age em campo aberto.


MÁGICAS? Elas não existem nas campanhas eleitorais. Mais prosopopeias e falácias do que verdades. Hoje existem mais dúvidas do que certezas nos partidos, na classe política e principalmente naqueles que se aventuram numa candidatura.


ACREDITE Cada liderança vende seu peixe segundo as conveniências pessoais. Ouço papos de encomenda, de arrepiar quem tem juízo e conhecimento. Essa Copa será a pausa esperada para a construção definitiva de candidaturas. Até lá...


PORTANTO... ninguém é de ninguém até aqui. Muita gente fazendo jogo duplo para ter certeza de que fará a melhor opção pessoal. Dane-se o partido. Mas o cargo mais cobiçado até aqui é de suplente de senador. Benefícios a custo zero.


AZAMBUJA Ele e Marcio Monteiro coordenaram a campanha da Marisa ao governo e sabe o que é lidar com a falta de grana no 2º turno. Normalmente os incentivadores de candidaturas não são bons financiadores na campanha. ‘Muy amigo’.


IMPROVÁVEL Especulado para candidato ao Senado, Sergio Longen (FIEMS) usa a tática de manter distância mas sem apagar a chama. Inteligente, sabe que hoje Simone já voa alto e para abatê-la seria necessária uma operação complicada.


BOBAGENS O fermento da pré-campanha está calcado nas especulações que povoam o cenário. Alguém ainda fala do Odilon candidato? Empresário dando R$ 20 milhões pela indicação ( mau negócio) de vice-governador. Poupe-me, please!


CACIQUES Aqueles que tentam reeditar essas mirabolantes histórias como essa do cacifado empresário, estão fora de sintonia. Precisam frequentar ambientes onde se sente a adrenalina do trabalho e de sacrifícios do mundo real.


UTOPIA Claro que ela faz parte da política, mas igual ao preparo do prato delicioso - não se pode exagerar na dose.

Utopia não há que se ser confundida com a simples ousadia, cuja construção pode ser parecida, mas de essências diferentes.


RECADO Os políticos precisam comparar o momento atual com o ritual da travessia da passagem ( cruzamento) em nível da ferrovia na estrada. Devem obedecer ao recado da velha placa - “pare – olhe – escute” – sob pena de assumir grave risco.


PERGUNTO: Será que os políticos pararam, olharam demoradamente e entenderam aquele recado das manifestações de ruas no ano passado? Hoje as pesquisas mostram a forte rejeição popular a esse tradicional fantasioso discurso político.


A CERTEZA Reiventar a comunicação entre o candidato e o eleitor é preciso. Os programas tem a mesma moldura (imagens, músicas e frases). Esse último programa do PC do B esvaziou a sala e remeteu-nos à Coreia do Norte. Dinossauro.


SINCERIDADE Tem gente apostando nesta formula simples sem truques visuais, onde o candidato só discorre sobre seus projetos. Aliás, esse último programa do Aécio foi bem isso, agradando o pessoal da comunicação e o eleitor interessado.


MUDANÇAS É melhor investir na estrutura de campanha nas redes sociais do que contratar um dentista/protético para fornecer dentaduras. Afinal mais de 100 milhões de brasileiros acessam a internet por duas horas diárias em média. Certo?


BATALHAS Serão 3: a primeira do corpo a corpo, das ruas e visitas tradicionais, talvez com direito a cafezinho; a segunda no enfadonho horário eleitoral, e a última no campo digital ( byte a byte) cada vez mais democrático e muito perigoso.


NÚMEROS Como desprezar a grande maioria com acesso a internet/uso do celular? Se não vota pode influenciar de alguma forma o vizinho, colega de serviço e parente. Tem candidatos achando que só abraço resolve. Não é mais bem assim.


EXEMPLO Como convencer que a saúde vai bem, se o eleitor que tem acesso a mídia já tem seu juízo de valores entre os gastos da Copa e os investimentos naquela área? Como esconder o fantasma da carestia que volta a rondar nossos lares?


QUEM DECIDE? Os bolsistas, aquele da classe média, o formador de opinião que influencia com base nas pesquisas, a elite de alguma forma, ou o poder de exposição do político que melhor passar sua proposta e conseguir convencer?


BRONCAS Vem dos políticos acostumados simplesmente a acertar os votos de uma família inteira. Se o empregado hoje não atende ao pedido do patrão, na família essa desvinculação é crescente. O candidato do pai não é o mesmo do filho.


CENÁRIO-MS Dados de 2012: 80 mil eleitores analfabetos (4,5%), 85 mil (4,7%) cursaram faculdade. Cerca de 620 mil (35%) tem o ensino fundamental incompleto e mais de 50 mil jovens ( cabeças feitas ) entre 16/18 anos aptos ao voto.


CRITÉRIOS Cada candidato ao legislativo tem o seu na campanha. Vai depender de sua condição econômica e da sua inserção no cenário eleitoral. Às vezes formulas simples e práticas superam candidaturas sofisticadas e complexas.


ESTRANHO Até aqui a sucessão estadual não chegou ao plenário da AL. O papo ainda restrito discretamente aos grupos dos deputados, como se o assunto fosse proibido. Esse comportamento intriga e induz a muitos questionamentos e dúvidas. Sei lá...


“O Lula é a esquerda que a direita sempre sonhou”. ( Leonel Brizolla)

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