Cassilândia, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

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19/10/2010 06:53

DP de Costa Rica elucida morte de advogado cassilandense

Gilberto Artero Ramos Filho , site oficial da Polícia Civil

MICHEL LEANDRO DOS REIS (36), suspeito de efetuar o disparo que matou o advogado Nivaldo Nogueira de Souza (51), em março do ano passado em Costa Rica (MS), foi preso no dia 9 de outubro de 2010, em Puerto Quijarro, na Bolívia, durante uma operação da Polícia Civil de Costa Rica, com o apoio de policiais civis de Corumbá (MS) e da polícia boliviana.

Os policiais chegaram até Michel através de informações levantadas pelo serviço de inteligência da Polícia Civil. Michel fugiu para Puerto Quijarro no início do mês passado, após ser avisado pela quadrilha que encomendou a morte do advogado Nivaldo, que David Rosendo da Silva (47), considerado peça chave para o esclarecimento do crime, ia se entregar à polícia.

Quando se apresentou, David disse que o disparo que matou o advogado Nivaldo, havia sido efetuado por Rodrigo Batista Flores (34), até então tido como principal suspeito. Poucos dias depois, as investigações apontaram Michel como o autor do crime. Versão última que foi mais tarde confirmada por David, que disse não conhecer Michel direito e que, por este motivo, o havia confundido com Rodrigo Batista Flores. A autoria do disparo foi também confirmada por Willian Inácio Rodrigues (33) e Francisco Pereira Feitoza (28), o “Chicão”, que também tiveram participação no homicídio.

Todos os envolvidos no crime estão presos e afirmam categoricamente que foram contratados por Edoildo Ramos (37), o “Piá”, a pedido de Oswaldo José de Almeida Júnior (51), mais conhecido como “Dinho”, que seria o mandante do crime.

Nivaldo foi advogado de “Dinho”. Os dois teriam se tornado inimigos após desentendimentos profissionais. De acordo com o depoimento prestado por Michel, “Dinho” teria mandado matar Nivaldo porque ele estava “atrasando a sua vida”. A outra motivação do crime, segundo Michel, seria a de que Dinho sentia-se ameaçado pelo advogado.

QUEIMA DE ARQUIVO

Um ano após a morte de Nivaldo Nogueira, “Dinho” teria contratado Hilton Costa Silva (43), mais conhecido como “Campina Verde” para matar o acusado do disparo, como queima de arquivo. No ato da contratação “Dinho” disse a “Campina Verde” que era para “matar o Gordo” que trabalhou com “Campina Verde” em uma fazenda.

Em abril deste ano, “Campina Verde” tentou matar com cinco facadas, Rodrigo Batista Flores (34), que acreditava ser o “Gordo” de quem “Dinho” falava.

Tanto Rodrigo Batista Flores como Michel Leandro dos Reis tem apelido de “Gordo” e ambos trabalharam com “Campina Verde” na mesma fazenda. Diante das coincidências, mesmo com a confissão de Rodrigo Batista Flores de que teria sido ele quem matou Nivaldo, os investigadores começaram a acreditar que Michel poderia ser o verdadeiro autor do crime e mudou a linha de investigação. As evidências da autoria ficaram ainda mais fortes com a fuga de Michel para a Bolívia, a mando de “Dinho” e “Piá”, uma semana antes de David Rosendo da Silva se entregar a polícia.

David, “Chicão” e Willian Inácio, todos envolvidos no crime, prestaram novos depoimentos onde confirmaram suas participações e afirmam que Michel seria o autor do disparo que matou Nivaldo. Com a prisão de Michel, o ciclo se fechou, o crime foi esclarecido e as investigações encerradas.

Delegacia de Polícia de Costa Rica


NR: Nivaldo, nasceu em Cassilândia e era filho do oficial de Justiça aposentado Paulo Souza.

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