Cassilândia, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

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30/08/2010 07:55

Doenças respiratórias são agravadas; saiba os motivos

Ambientes fechados e pouco ventilados provocam aumento no contagio, especialmente
entre as crianças


Tosses, espirros, dificuldade para respirar, falta de ar e pronto-socorro são alguns
dos sintomas do inverno, que, aliás, entra no último mês. Porém, esse pesadelo pode
ser evitado com algumas medidas simples. Gripe, resfriado, crises de asma e
pneumonia são algumas das doenças respiratórias que tem seus índices aumentados
devido ao aumento do tempo em que permanecemos em ambientes fechados, cheios de
gente, e com pouca circulação de ar.

É este o ambiente ideal para o contágio de diversas doenças infecciosas
respiratórias, que nos pacientes susceptíveis poderá determinar o desencadeamento de
uma crise de asma, explica a dra. Marina Buarque de Almeida, diretora do
Departamento de Pediatria da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
“As pessoas nessa época do ano passam mais tempo dentro de casa, com as janelas
fechadas, e quando resolvem sair para passear, ao invés de irem a um parque escolhem
o shopping. Esse aglomerado de gente em lugares fechados acaba facilitando a
propagação de bactérias e vírus, aumentando o número de infectados”.

Por estarem com o sistema respiratório em formação, sem a experiência imunológica
dos mais velhos, crianças são alvo fácil desses vírus e bactérias e precisam de mais
atenção. Os primeiros dois anos de vida são mais críticos, afirma a dra. Marina, mas
é recomendável estender essa faixa etária até os cinco anos de idade, onde as
crianças ainda são “imunoexperientes”, ou seja, ainda não tiveram a chance de
produzir os anticorpos contra as doenças.

De todas as doenças respiratórias, uma das que mais preocupa os pais é a pneumonia.
A família tem que estar sempre atenta aos sintomas de tosse, febre e dificuldade
para respirar. “É muito importante que a criança não deixe de se alimentar e dormir
corretamente. Se estiver com dificuldades, os pais devem levá-la ao pediatra ou ao
pronto-socorro para uma nova avaliação”, alerta a médica.

A pediatra ainda recomenda atenção ao tratamento indicado pelo médico, mantendo a
regularidade dos horários e doses do remédio. Para os “baixinhos” que não colaboram
com os antibióticos ou as medicações inalatórias, é recomendado que a mãe esteja
sempre em contato com o médico para que ele possa adequar o tratamento e fazer
avaliações durante o mesmo, evitando as surpresas.

A dra. Marina chama a atenção para uma frase bastante utilizada, o “princípio de
pneumonia”. Na realidade não existe um começo de pneumonia, assim como não existe um
começo de uma infecção, ou você tem, ou você não tem. Neste caso, na maioria das
vezes o que está acontecendo é o acúmulo de catarro no pulmão, que pode ou não
evoluir para uma pneumonia e em outras vezes é uma pneumonia ou broncopneumonia de
pequena extensão.

Prevenção

Em caso de tosse, gripe ou febre é recomendável a preservação da criança para evitar
maiores complicações no quadro. Evitar aglomerações, deixar de frequentar a escola
ou creche por alguns dias pode ser necessário em algumas situações.

O contato entre pais e irmãos também pode transmitir os vírus e as bactérias, alerta
a pneumologista. Por isso, crianças não devem compartilhar copos e talheres, que
devem ser bem lavados após o uso.

As vacinas já disponíveis no país são medidas importantes que devem ser avaliadas
junto ao médico, pois ajudam a proteger contra alguns tipos de pneumonia e contra a
gripe. A vacina da pneumonia, inclusive, já está disponível gratuitamente para todas
as crianças pelo SUS, fazendo parte do calendário do Ministério da Saúde.

Outro alerta da dra. Marina é para o tabagismo passivo. “Sabe-se comprovadamente que
a criança que convive com fumantes, freqüentando ambientes com fumaça de cigarro
estão mais suscetíveis a infecções do que crianças sem esse histórico”.


Assessoria de Imprensa
Acontece Comunicação e Notícias
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