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29/05/2004 18:41

Doença desconhecida mata mais uma pessoa no DF

Cecília Jorge/ABr

O promotor de Justiça Diaulas Ribeiro e procuradores do Ministério Público Federal visitaram, neste sábado, moradores de São Sebastião, cidade do Distrito Federal, onde cinco pessoas morreram de causa ainda desconhecida. A suspeita é que as mortes tenham sido provocadas pelo consumo de água de cisterna, leptospirose ou dengue. Outra possibilidade, considerada mais remota, é a de doença transmitida pelo hantavírus.

A vítima mais recente, Pamela Alves, de cinco anos, morreu esta manhã. Ela tinha sido transferida para São Paulo com sintomas semelhantes aos dos outros pacientes: febre, fraqueza e náusea. Diferente dos outros, Pamela também apresentou falência hepática e seria submetida a transplante de fígado.

Ela era uma das seis pessoas em observação com suspeita de estar com a mesma doença das outras vítimas. Pamela chegou a receber o diagnóstico de hepatite, em Brasília. Mas, segundo seu tio Nilson Rodrigues Fontes, os exames feitos em São Paulo não confirmaram a suspeita.

Morador de São Sebastião, João Batista, 29 anos, disse que está fervendo a água e colocando pastilha de cloro desde que teve notícia dos casos. É a medida que muitos moradores, assustados, têm adotado. Batista lembrou que o abastecimento de sua casa é feito por carro-pipa, mas alguns vizinhos usam cisterna.

Sem tratamento de esgoto ou coleta de lixo em sua casa - João Batista, que tem três filhas - relatou que muitos vizinhos jogam o lixo no mato próximo às residências. “Está todo mundo em pânico com essa doença. Quem é que não fica em pânico com essa doença que todo mundo está morrendo sem saber o que está acontecendo”, enfatizou.

Diaulas Ribeiro acredita que o problema esteja sendo causado pelo lixo e pela falta de tratamento de esgoto. O administrador de São Sebastião, Milton Alves, que acompanhou a visita dos integrantes do Ministério Público, garantiu que a coleta de lixo passará a ser diária, a partir de segunda-feira (31).

Para o promotor, a causa mais provável é leptospirose. “Os sintomas são todos de leptospirose e São Sebastião tem uma característica diferente das outras cidades, as inclinações. Aqui, há muito morro, a água sempre corre e nós estamos saindo de uma tormenta de chuva no Distrito Federal. Todo lugar onde há muita chuva há focos de leptospirose, porque a água lava a urina do rato que acaba entrando na cadeia alimentar humana, produzindo essas complicações”, avalia Diaulas.


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