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12/05/2013 10:17

Diferentes mulheres contam um pouco do que é ser mãe

Thaís Antonio e Pollyane Marques, EBC

Brasília - Ser mãe. Um desafio, um refúgio, uma responsabilidade para a vida inteira, um ato de coragem, renúncia, padecer no paraíso? Não há como definir o que é ser mãe. Para cada uma, um significado. Entre dificuldades e aprendizado, lágrimas e sorrisos, descobertas e realizações, em uma coisa todas concordam: a escolha da maternidade inclui muito amor.

Independentemente de idade, classe social, cor, profissão, orientação sexual, neste domingo e em todos os outros os dias do ano, o que vale é comemorar a força dessas mulheres, que entre tantos encantos, podem gerar uma vida ou várias, no ventre ou no coração. E não existe definição de ser mãe por um motivo muito simples: há tantos tipos de mães quanto de filhos.

A engenheira Márcia Jopert, por exemplo, adiou a maternidade até se sentir preparada, inclusive, até encontrar alguém especial para dividir com ela esse momento. “Sempre fui uma pessoa muito maternal, sempre desejei muito ser mãe, mas os tempos modernos exigem que a mulher se prepare um pouco melhor profissionalmente antes de assumir essa função”, pondera. A hora certa, para ela, chegou há oito anos. “Sou muito feliz por ter esperado e pela hora que o meu filho chegou. Eu nunca vi problema em ser mãe aos 40”, declara.

Luciana Chagas é professora, mas escolheu deixar a profissão para se dedicar à casa e à filha e tem certeza de que essa foi a melhor opção. “Vou dedicar os meus talentos, até como professora, para educar os meus filhos, e fazer a minha pequena escola, na minha própria casa”, conta. Ela não pretende voltar atrás. “Eu acho difícil voltar a trabalhar, porque pretendo ter muitos filhos. O nenezinho vai crescer, mas daqui a pouco vai ter outro nenezinho exigindo cuidados”.

A professora universitária Daniela Auad cria a filha Leila com a companheira Cláudia. A criança de cinco anos é fruto de uma relação anterior de Daniela. Para Leila, ter duas mães é motivo de dupla comemoração neste domingo. “Falar de mulheres educando uma criança que é filha delas biológica ou não biológica, é de coração ou de barriga, é lembrar às pessoas o tempo todo que 'as baleias são peixes e também são mamíferos', ou seja, uma coisa não exclui a outra: uma mulher pode amar outra mulher e ser mãe”, diz.

A pergunta que Daniela mais escuta é sobre quando descobriu que era lésbica. “A melhor resposta para essa pergunta é [dizer] de volta: quando você descobriu que era hétero? Sua família aceitou numa boa?”. Fazendo o outro se colocar no lugar dela, ela sente que pode promover uma reflexão e minimizar o preconceito.

Depois de seis anos tentando engravidar sem sucesso, a arquiteta Alessandra Araújo e o marido decidiram adotar uma criança. Alana chegou na vida deles há 1 ano e 4 meses, com 3 dias. Quando a menina estava com 9 meses, uma surpresa: Alessandra descobriu que estava grávida. Para ela, o amor que sente por Alana e pelo bebê que está por vir é o mesmo.

“Hoje eu posso falar com toda a certeza do mundo, porque antes eu também falava que não tinha diferença, mas as pessoas ficavam olhando estranho”, revela. “Eu já sentia que não tinha diferença e aí, quando eu fiquei grávida da minha barriga, pra mim continuou sem diferença nenhuma. O amor se constrói”, resume.

Isabel Tavares foi mãe cedo, aos 18 anos, e garante que se assustou na época. Hoje, casada há quase 10 anos e com mais uma filha, ela confirma que a maternidade é um eterno aprendizado. “Ser mãe é a coisa mais complexa que pode existir. Ao mesmo tempo que é a coisa mais linda que [existe], que é uma ligação muito forte com o filho, às vezes nos frustra muito não saber o certo ou o errado”. Mesmo com as inseguranças comuns da relação entre mães e filhos, Isabel acredita que toda mulher deve viver esse momento. “É uma experiência que todos deveriam passar. É única, é indispensável para o nosso crescimento”, afirma.

Para Josilene Cardoso, não bastou ser mãe de um filho biológico. Ela escolheu a maternidade também como profissão: é mãe social em um abrigo. No dia a dia, o desafio é suprir a carência que o abandono deixa nas crianças. “Embora eles tenham a gente [as mães sociais] como referência no momento, eles sabem que nós não somos mães deles. Algumas crianças esperam que os pais venham buscar e outras esperam ser adotadas”, conta.

“Para nós e muito complicado, porque não tem como preencher esse espaço que é de mãe. [É] a gente que dá banho, a gente que põe comida na boca, a gente que vai nas reuniões da escola, mas eles sabem, embora tenham a gente como referência, que a gente não é mãe. Eles esperam ter isso um dia”, diz, emocionada.

E há quem ainda não conheça o gostinho de ser mãe, mas conta os dias para ver a carinha do bebê que está prestes a nascer. A advogada Denise Arantes se prepara para a jornada, que começa em poucos dias. Lorena vai chegar no dia 13 de junho.“É uma curiosidade de saber como ela vai ser, como vai ser o rostinho dela, do que ela vai gostar, como vai ser o temperamento”, diz. O que ela mais quer é ser uma boa mãe. “Eu pretendo ter um olhar para ela, para a individualidade dela. Quero ser amiga, aquela mãe que ouve. Quero passar para ela os princípios que eu acho importantes”, confidencia a mamãe de primeira viagem.

 

Edição: Tereza Barbosa

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