Cassilândia, Terça-feira, 28 de Março de 2017

Últimas Notícias

04/03/2015 12:44

Diesel consome 51% do valor do frete e caminhoneiros pedem ajuda a deputados

Campo Grande News

Mais de 30 representantes de transportadores da região de São Gabriel do Oeste, a 140 quilômetros de Campo Grande, participaram de sessão na Assembleia Legislativa, na Capital, na manhã de hoje (4). Na tribuna, o empresário Lúcio Lagemann falou das dificuldades enfrentadas pelo setor a fim de sensibilizar os deputados para que apoiem a reivindicação de redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do óleo diesel, entre outras.

Durante a sessão, o presidente da Assembleia, deputado estadual Júnior Mochi (PMDB), convidou os parlamentares a participar da reunião dos caminhoneiros com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), durante a tarde de hoje.

Lúcio disse que o setor espera respostas tanto do governo Estadual, como Federal. Segundo ele, os custos com combustível correspondem a 51,59% do valor do frete, por isso os transportadores querem a redução do ICMS sobre o diesel, de 17% para 12%. “Um frete de São Gabriel do Oeste para Campo Grande, em veículo de sete eixos, que pode trasportar 37 toneladas, resultaria no valor de R$ 888, mas depois de todos os custos, sobra apenas R$ 57 para o motorista. Sem falar em outros gastos, como seguradora, manutenção, pneus, encargos sociais e a comissão do motorista, que chega a 10%”, exemplificou, ao falar aos deputados.

O empresário sustentou que o Estado não teria perdas com a redução do imposto. “MS é um dos Estados com o diesel mais caro do país. O Estado não teria prejuízo, pois iria aumentar a competitividade do setor. Existem mais de 845 veículos em São Gabriel do Oeste, que geram receita de R$ 3,8 milhões mensal. São 1.450 placas de veículos que consomem, por mês, mais de R$ 1 milhão de litros de diesel”, argumentou Lúcio. “Ainda tem o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que agora cobra R$ 0,29 por litro do diesel e em maio será colocada a Cide (Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico), serão mais R$ 0,05 por litro”, destacou.

Outra dificuldade, disse o transportador, são as vistorias que ocorrem a cada cinco anos no Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Os caminhoneiros querem que o prazo seja de 10 anos. “Somos obrigados a pagar R$ 103 por placa. Veículos de transporte de grãos têm três placas, então é um custo muito alto”.

Quanto ao IPVA, Lúcio lembrou que empresas com frota acima de 50 veículos têm desconto de 50%. Com isso, pequenos e médios trasportares se sentem prejudicados por não ter acesso ao mesmo benefício. “A paralisação foi feita por necessidade, mas resolvemos terminar por acreditar em diálogo com governos estadual e federal”, disse, ao destacar ainda que os caminhoneiros querem o estabelecimento de uma tabela de preço mínimo do frete por quilômetro rodado e incentivo ao cooperativismo do Estado, pois as cooperativas pagam menos impostos.

Segundo o diretor da Cooperativa Agrícola da região de São Gabriel do Oeste, Auderi Vanzela, a ideia dos grupo é conseguir ajuda dos parlamentares. “Viemos hoje para buscar apoio dos deputados e entregar o protocolo de intenções, além de explicar o motivo das paralisações e expor a situação crítica que estamos vivendo. Queremos negociar com o poder público, porque ouvimos muitas promessas durante a campanha eleitoral, mas não sabemos se irá sair do papel”, disse o diretor da cooperativa, que tem 820 caminhões.

Lei dos Caminhoneiros - Foi publicada, nesta terça-feira (3), a lei que atende reivindicações da categoria. O acordo foi a liberação das estradas em todo o país, com a sansão da lei, que altera carga horária,tempo de horas extras e intervalos; além de perdoar multas por excesso de peso dos caminhões, recebidas nos últimos dois anos, e mudar a responsabilidade sobre o prejuízo, entre outros. Com isso, nenhuma estrada no país foi bloqueada nesta manhã. Foram onze dias de bloqueios em Mato Grosso do Sul, em manifestações que começaram nas rodovias federais e migraram para as estaduais, depois que a Justiça determinou multa.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Terça, 28 de Março de 2017
Segunda, 27 de Março de 2017
Domingo, 26 de Março de 2017
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)