Cassilândia, Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

Últimas Notícias

25/11/2004 08:48

Dieese critica proposta de R$ 300 para o mínimo em 2005

Lilian de Macedo/ABr

Brasília - A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou hoje uma emenda à proposta orçamentária para 2005 que eleva o valor do salário mínimo para R$ 300. O valor, no entanto, ainda é considerado pequeno, de acordo com a representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Lílian Arruda. Segundo ela, para atender mensalmente as necessidades básicas do brasileiro seriam necessários R$ 1.510,16. "Tomamos por base uma família composta por dois adultos e duas crianças", explica.

A pesquisadora participou, hoje, do terceiro ciclo de debates "Salário Mínimo Necessário", na Câmara dos Deputados. Além dela, o vice-procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes, e o presidente da Subcomissão Permanente da Câmara para Discussão de Políticas de Valorização do Salário Mínimo, deputado Tarcísio Zimmermann (PT/RS), também participaram do debate.

Para Zimmermann, a proposta de R$ 300 revela uma preocupação dos deputados com o assunto. No entanto, ele confessou estar "sem graça" com o valor após a divulgação do salário ideal pela pesquisadora. "O trabalho da Comissão (de Orçamento) aponta perspectiva de sucesso. No entanto, fiquei sem graça ao saber que o mínimo deveria ser maior que R$ 1.500", disse.

Para Lílian, o pequeno aumento no salário indica uma tendência histórica. "No Brasil, se o PIB cresce, aumenta a concentração de renda. O PIB está aumentando. O Brasil volta a crescer sem distribuir renda. Podemos perder, de novo, a oportunidade de distribuir renda no país", alerta.

O vice-procurador Otávio Brito ressalta que qualquer proposta sobre salário mínimo deve ser vinculada a arrecadação da Previdência. "Não tem como desvincular. Os trabalhadores rurais, por exemplo, foram incorporados à Previdência sem prévia arrecadação. Acarretou em despesa para o governo", lembra.

Otávio destaca, também, que este piso salarial é contrário às normas constitucionais. Segundo ele, a Constituição Federal prevê a garantia à moradia, alimentação, saúde e higiene pessoal. No entanto, apesar de ilegal, não há nada que o Poder Judiciário possa fazer para mudar a situação. "O Supremo Tribunal Federal não discute esta inconstitucionalidade porque é inócuo. Ele deve se preservar", denuncia

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Domingo, 26 de Fevereiro de 2017
Sábado, 25 de Fevereiro de 2017
10:00
Receita do dia
07:30
Loterias
Sexta, 24 de Fevereiro de 2017
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)