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05/11/2004 13:14

Dia 10 é o dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

A Campanha Nacional da Audição volta suas atenções para a surdez infantil, um problema que atinge de 3 a 5 crianças em cada 1000 nascidas no País. Esse quadro se agrava quando o recém-nascido apresenta complicações neonatais e precisa de internação em UTI, onde de 2 a 4 em 100 crianças apresentam algum déficit auditivo. Apesar dos índices preocupantes, a solução está cada vez mais simples e acessível, através de exames preventivos ou ainda da avançada tecnologia dos aparelhos de amplificação sonora. As maiores dificuldades, porém, ainda são a desinformação e o preconceito.

Com o objetivo de mudar essa realidade, a Sociedade Brasileira de Otologia aproveita o dia 10 de novembro, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, para orientar a população sobre a importância da realização de testes como o do pezinho e da orelhinha em recém nascidos, e desmistificar o uso de aparelhos auditivos nas crianças com idade pré-escolar. “É fundamental que os exames preventivos sejam realizados nos primeiros 6 meses de vida, pois cerca de 50 a 75% das deficiências auditivas são passíveis de serem diagnosticadas no berçário através da triagem auditiva. Nessa fase é possível resgatar a audição em quase 100% dos casos”, afirma Dr. Luis Carlos Alves de Sousa, diretor da Sociedade Brasileira de Otologia e coordenador da Campanha Nacional da Audição.

Segundo pesquisas realizadas pelo próprio otorrinolaringologista, o tempo médio para detecção do problema ainda está muito longe do ideal. A média de idade de identificação das deficiências auditivas nos Estados Unidos, por exemplo, está em torno dos 2,5 anos, ou seja, muito longe do período crítico para o desenvolvimento da fala e linguagem. “Em nosso caso, a realidade é ainda mais grave, pois a descoberta só chega por volta dos 3,6 anos de idade”, alerta o médico.

Dr. Luis Carlos acredita que, através da maior conscientização dos pais, esse tempo para detecção do deficiente auditivo possa chegar próximo do ideal, ou seja, no primeiro ano de vida. “Lamentavelmente, em nossa casuística, quando avaliamos 2014 crianças, apenas 7% daquelas que chegaram ao nosso consultório com suspeita de surdez foram diagnosticadas dentro do primeiro ano de vida”, revela.

Campanha

Lançada no último mês de setembro, a Campanha Nacional da Audição é um programa de conscientização desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Otologia que, durante um ano, discutirá os problemas mais comuns que envolvem a saúde auditiva. “Nosso primeiro tema foi a Presbiacusia ou perda auditiva na 3ª idade, que foi muito discutido durante Semana do Idoso. Agora, queremos aproveitar o 10 de novembro para mostrar como a surdez compromete diretamente o desenvolvimento da criança”, afirma o Dr. Luiz Carlos Alves de Sousa, coordenador da campanha. E uma das maiores preocupações dos médicos está dentro das salas de aula. Cerca de 10 a 15% das crianças em idade escolar são portadoras de deficiência auditiva leve e flutuante, ou seja, apresentam 30% de diminuição auditiva. Aproximadamente 2% desses casos exigiriam o uso de aparelhos auditivo. Segundo especialistas, o preconceito ainda é a maior barreira. “A deficiência auditiva durante a infância tem um efeito devastador, pois sempre resulta em déficits na recepção e expressão da linguagem, que compromete o desempenho das funções cognitivas, emocionais, sociais e comunicativas da criança. O aparelho deve ser tão comum quanto o uso dos óculos. Isto precisar ser desmistificado”, explica o otorrinolaringologista.

Dados estatísticos relevantes:

Estima-se que no Brasil 3 a 5 crianças em 1000 nascem surdas.

Quando o recém-nascido apresenta complicações neonatais e precisa de internação em UTI, cerca de 2 a 4 em 100 crianças apresentam algum déficit auditivo.
2% das crianças em idade escolar são portadoras de deficiência auditiva que exigiriam o uso de aparelhos de amplificação sonora.
10 a 15% das crianças em idade escolar são portadoras de deficiência auditiva leve e flutuante.
7 a 12 % de todos recém-nascidos têm pelo menos 1 fator de risco para deficiência auditiva.
2,5 a 5% dos recém-nascidos do grupo de risco são portadores de deficiência auditiva, moderada ou severa.
50 a 75% das deficiências auditivas são passíveis de serem diagnosticadas no berçário através da triagem auditiva (Otoemissões acústicas, também conhecida com teste da orelhinha).

Avanços

O 37º Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia, que acontece de 16 a 19 de novembro em Fortaleza/CE, apresentará os principais avanços diagnósticos, os exames de última geração e as técnicas que estão revolucionando o tratamento de deficientes auditivos.

Jennifer Derebery, presidente da academia americana de ORL (EUA) vai mostrar as últimas pesquisas em surdez causada por doenças auto-imunes (o próprio organismo produz anticorpos contra o órgão sensorial do ouvido interno, a cóclea, também conhecida como caracol). Outro norte americano, Steve Telian vai falar sobre a preservação da audição na cirurgia para a remoção de tumores do nervo auditivo, um dos mais comuns tumores intracranianos (10% de todos os tumores desta região), acometendo 2,4% da população geral.

O Francês Jean Pierre Bebear apresentará palestra sobre o ouvido biônico também conhecido como implante coclear (um eletrodo é implantado dentro da cóclea “substituindo” a sua função), em crianças portadoras de surdez profunda bilateral. Ele vai mostrar a sua experiência com esta cirurgia em crianças com até 2 anos de idade, para a recuperação da função do nervo auditivo e vias auditivas centrais. “O implante precoce desta prótese pode evitar a degeneração do nervo pelo desuso, pois a lesão da cóclea, que pode ser congênita, não deixa o som alcançar o nervo e trafegar pelas vias auditivas. Este mesmo professor também estará trazendo as ultimas novidades a respeito das próteses implantáveis da orelha média (região do tímpano e ossículos da audição) para resgatar vários tipos de perdas auditivas de percepção”, explica Dr. Luis Carlos Alves de Sousa, coordenador da Campanha Nacional da Audição.

O Britânico David Proops demonstrará os modernos tratamentos para os casos de más formações congênitas dos ouvidos, que proporcionam defeitos estéticos constrangedores do pavilhão auricular, estenoses dos condutos auditivos externos e importantes graus de surdez de condução, que irão comprometer seriamente a qualidade de vida e o desenvolvimento global da criança.

Atenciosamente,

Edson Parente

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