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22/12/2005 13:02

Desmatamento é maior em quatro cidades de MS

Aline dos Santos / Campo Grande News

Dos 87 municípios que compõe a BAP (Bacia do Alto Paraguai), 25% tem mais que 80% de vegetação natural devastada, sendo 15 municípios localizados em Mato Grosso e quatro em Mato Grosso do Sul. No Estado, as cidades que se encontram em situação mais crítica quanto à preservação da área natural são Ladário, Camapuã, São Gabriel do Oeste e Campo Grande.

“É importante frisar que a maior parte de Campo Grande está em uma outra bacia. Apenas os demais municípios estão totalmente inseridos na bacia do rio Paraguai”, aponta Sandro Menezes, um dos responsáveis pelo estudo “Estimativa de perda da área natural da Bacia do Alto Paraguai e Pantanal Brasileiro”, da Conservação Internacional.

Ele lembra que na região dos municípios mais afetados estão localizadas nascentes de rios. “O resultado dessa intervenção na natureza já é conhecido e o maior exemplo é o assoreamento do rio Taquari”, exemplifica.

Entre janeiro de 2002 e setembro de 2004 a Secretaria Estadual do Meio Ambiente expediu 1.218 licenças para supressão da vegetação, totalizando uma área licenciada aproximada de 250.700 hectares.

Apesar de estar em situação de risco, Camapuã teve o maior número de licenças, 132, que corresponderam a uma área de 15.920 hectares. Contudo, Corumbá teve a maior área autorizada para desmate, num total de 34.249 hectares.

“Esta também é uma situação que nos preocupa. Já que vem sido registrado um progressivo aumento da devastação em cidades como esta, que ainda mantém boa parte da vegetação conservada”. Conforme o estudo, Corumbá está entre os locais que registraram até 40% de vegetação modificada.

O trabalho salienta que apenas 2,9 % da bacia e 4,5% da área da planície pantaneira estão protegidos
por algum tipo de UCPI (Unidade de Conservação de Proteção Integral) e RPPN (Reservas Particulares do Patrimônio Natural). Em toda a área da BAP, que é de 363. 442 km², apenas 10.596 encontram-se protegidos em 22 UCPI e em 34 reservas. Na área de planície que abrange os dois Estados, são somente 5 UCPI públicas e 16 RPPN, totalizando 6.757,99 km². No Mato Grosso do Sul, existe apenas uma unidade de conservação pública na planície pantaneira (Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro), ainda a ser implementada e que protegerá 0,5% do Pantanal sul-mato-grossense.

Entre os principais motivos para a constante degradação estão a pecuária, que modifica a vegetação para formar pastagens, e o aumento do número de carvoarias, que retiram a madeira para a queima.

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