Cassilândia, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

19/09/2009 09:49

Desarticulada quadrilha que roubava medicamentos

Flávia Albuquerque, Agência Brasil

São Paulo - Seis pessoas foram presas hoje (18), em São Caetano do Sul e Sorocaba, em São Paulo, durante a Operação Medula, realizada pela Polícia Civil em conjunto com a Corregedoria da Administração e a Secretaria Estadual da Saúde, por meio da Vigilância Sanitária. A operação tem o objetivo de desarticular uma quadrilha que roubava e desviava medicamentos de alto custo distribuídos apenas pela rede pública para revender a outras unidades de saúde. Um sétimo integrante do grupo está foragido e é procurado pela polícia.

Entre os medicamentos apreendidos estão o Mabthera, com custo de R$ 6 mil a ampola, e o Glimec, cujo fraco é vendido por R$ 10 mil. Ambos são usados para o tratamento do câncer.

Segundo o assistente do delegado da Delegacia de Saúde Pública e Roubo de Medicamentos, subordinada ao Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania (DPPC), Anderson Giampaoli, a quadrilha era chefiada por Dahir Fernandes Filho. De acordo com a polícia, ele comprava e encaminhava os medicamentos para as clínicas.

“Os medicamentos eram 'legalizados' por meio de notas frias pelos três filhos de Dahir. Eles cuidavam de quatro distribuidoras e encaminhavam os medicamentos para hospitais e clínicas em todo país”, disse Giampaoli.

As filhas de Dahir, Giuliana Mantovani Fernandes e Giovana Mantovani Fernandes eram responsáveis pelas distribuidoras Garden Farma, em Sorocaba, e Armazém Central de Medicamentos, em Santos, respectivamente. Stefano Mantovani Fernandes, também filho de Dahir, era responsável por outras duas distribuidoras em São Caetano do Sul (Hosp Farma e Central Med Comércio de Produtos Médicos e Hospitalares), onde foram apreendidas diversas unidades dos medicamentos. Além disso, Stefano era o responsável por encaminhar os medicamentos às distribuidoras.


“Com essas prisões conseguimos desmembrar essa quadrilha que vinha distribuindo medicamentos roubados em condições impróprias para uso, ineficazes para o tratamento em hospitais e clínicas em todo o território nacional. O medicamento que apreendemos em Poços de Caldas estava sendo levado dentro de isopor em transporte inadequado. Em São Caetano os medicamentos estavam acondicionados em geladeira junto com leite, carne e outros gêneros alimentícios”, afirmou Giampaoli.

De acordo com o delegado titular da 2ª Delegacia de Saúde Pública e Roubo de Medicamentos, Sérgio Norcio, a investigação começou em 2007 quando um posto de saúde da Vila Mariana, na capital paulista, teve R$ 7 milhões em medicamentos oncológicos roubados. Durante as investigações, uma caixa de Mabthera foi encontrada em Poços de Caldas, no interior paulista. “A caixa possuía o selo da Oncofarma e as investigações constataram que a Oncofarma tinha notas fiscais da saída, mas não de entrada dos remédios. E que haviam vendido três caixas que foram encontrada em Poços de Caldas, uma do posto de saúde da Vila Mariana e duas de um roubo no Hospital do Câncer.”

O corregedor da Secretaria Estadual da Saúde, Alexandre Zakir, explicou que os roubos de mediamentos de alto custo destinados ao tratamento de câncer vêm sendo investigados paralelamente pelo DPPC, pela 2ª Seccional da Zona Sul e pelo 1º Distrito de Polícia de Santo André. Ainda segundo ele, anteriormente sete funcionários da Sáude já haviam sido detidos por participarem ou facilitarem o roubo, furto ou desvio desses medicamentos.

Esse tipo de medicamento não é vendido em farmácia e o paciente não pode simplesmente ingeri-lo em casa. Para a sua administração, que é feita por infusão, é necessária a presença de profissionais em local adequado. Por isso, a polícia ainda investiga se as unidades de saúde que aparecem como compradoras desses medicamentos agiram de má-fé ou não.

De 2007 até o momento, informou Zakir, a Secretaria Estadual de Saúde calcula ter sofrido um prejuízo de R$ 40 milhões com esses furtos. Entretanto, ele garantiu que os pacientes não sofreram prejuízos, porque o estado tem condições de continuar oferecendo os tratamentos.




Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Terça, 12 de Dezembro de 2017
20:48
Loteria
Segunda, 11 de Dezembro de 2017
20:42
Loteria
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)