Cassilândia, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

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20/02/2010 09:37

Denúncia de pedofilia no Flamengo

Extra.Globo.com

A denúncia de pedofilia envolvendo um alto funcionário do Flamengo já chegou à Gávea. A principal testemunha prestou depoimento a Luiz Henrique Marques, delegado titular da Delegacia de Crianças e Adolescentes Vítima (DCAV), que intimou um dos diretores do clube, supostamente ligado à vítima, a prestar esclarecimentos sobre a denúncia.

Localizada pelo Extra, a testemunha, cujo nome está sendo mantido em sigilo, afirma ter visto o funcionário em um restaurante próximo à Gávea, oferecendo R$ 100 a um menor de cerca de 10 anos. Em seguida, o suposto pedófilo teria acariciado o pênis da criança, que frequenta o clube diariamente por integrar uma ONG que tem parceria com o Flamengo.

— O X é uma pessoa muito influente no clube. Todo mundo sabe, não é de hoje, que ele é pedófilo, só que ninguém nunca teve coragem de denunciar. Para algumas crianças, ele dá dinheiro; para outros, oferece vaga nas escolinhas de futebol e até ingressos para jogos ou permissão para entrar em campo com o time. Eu já falei com todas as pessoas no clube, no dia que vi a cena. Fui à Justiça e confirmo a história a hora que for, na frente de quem for — disse a testemunha, indignada.

Ouça, aqui, a entrevista com a testemunha.

Responsável por ter encaminhado o denunciante à Justiça, a vereadora Liliam Sá (PR), presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara, não quis fazer nenhum pré-julgamento do acusado, mas mostrou-se indignada com a denúncia, feita por uma pessoa de suas relações.

— As acusações são muito graves e eu estou esperando o desfecho das investigações, mas caso fique comprovada a culpa, acho que esta pessoa deferia ser banida da sociedade, expulsa do Flamengo. Felizmente, tenho certeza de que a Patrícia Amorim, mãe de quatro crianças, jamais acobertaria uma pessoa assim dentro do clube — disse Liliam Sá.

A presidente Patrícia Amorim confirma ter ouvido a denúncia, mas diz que espera um posicionamento da Justiça antes de tomar qualquer atitude.

— Não posso fazer nada, pelo menos por enquanto. Não vou julgar uma pessoa sem provas. Isso não é minha responsabilidade — explicou Patrícia Amorim.

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