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24/11/2007 09:06

Dengue: situação de alerta em Corumbá

Agência Saúde

O município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, tem índice de infestação predial pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, de 1,4%, o que caracteriza uma situação de alerta. De acordo com o Levantamento Rápido de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado hoje Ministério da Saúde, as cidades de Campo Grande, Dourados e Ponta Porá, com percentuais abaixo de 1%, estão em condições satisfatórias.

O objetivo do trabalho foi apurar a infestação nos 171 municípios com características propícias à proliferação do Aedes Aegypti, ou seja, com alta densidade populacional, cidades turísticas e de fronteira, por exemplo. Desse total, 146 já enviaram os resultados à Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue, do Ministério da Saúde.

Realizado entre a última semana de outubro e a primeira de novembro, numa parceria do ministério e secretarias estaduais e municipais de Saúde, o LIRAa indica os municípios onde há risco de surto de dengue, permitindo que os gestores planejem melhor a prevenção da doença.

O objetivo do trabalho foi apurar a infestação nos 171 municípios com características propícias para a proliferação do Aedes aegypti, ou seja, com alta densidade populacional, cidades turísticas e de fronteira, por exemplo. Desse total, 146 já enviaram os resultados à Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue, do Ministério da Saúde.

O levantamento é feito da seguinte maneira: o município é dividido em estratos, ou seja, grupos de 9 mil ou 12 mil imóveis. Em cada grupo, 450 imóveis são visitados por agentes de Saúde. Os estratos com índice de infestação superior a 3,9% são considerados de risco. Os que apresentam infestação inferior a 1%, por sua vez, estão em condições satisfatórias. Em situação de alerta ficam os estratos com percentuais entre 1% e 3,9%. Dessa forma, o LIRAa deixa bem claras para o gestor de Saúde as regiões do município onde a prevenção deve ser mais rigorosa.

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, observou que, mesmo onde os índices de infestação são considerados satisfatórios, os cuidados com a dengue devem continuar. “Não podemos desviar a atenção da dengue; o esforço deve ser continuado”, disse.

Em comparação ao levantamento realizado no final do ano passado, o LIRAa 2007 mostra que o percentual de estratos (grupos de 9 mil ou 12 mil imóveis) com risco de surto de dengue caiu de 17% para 10,6%. Quanto aos estratos satisfatórios, o índice aumentou de 37,7% para 54,2%. O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, observa que, mesmo onde a situação é satisfatória, não se pode relaxar na prevenção, uma vez que o quadro pode mudar rapidamente.

O LIRAa é uma das principais atividades de prevenção desenvolvidas no final do ano como preparação para o período entre dezembro e maio, de maior incidência dos casos de dengue. Criado pelo Ministério da Saúde em 2003, já desperta a atenção de outros países, que manifestaram interesse em adotá-lo. Sua principal vantagem é uma maior rapidez em relação ao método tradicional, em que os agentes visitam casa por casa, num trabalho que leva, em média, dois meses para ser concluído.

Os resultados- Na região Norte, o município com maior índice de infestação é o de Ariquemes (RO), com 4,7%. No Nordeste, é Itabuna (BA), 16,8%. No Centro-Oeste, com 4,3%, é Várzea Grande (MT). No Sudeste, a cidade do Rio de Janeiro (RJ), com índice de 3,7%. Na região Sul, a maior infestação, de Guairá (PR), com 3,3%.

De janeiro a setembro deste ano, foram registrados no país 481.316 casos de dengue clássica, 1.076 de dengue hemorrágica e a ocorrência de 121 óbitos. Do total de casos, 43% concentram-se em pequenos e médios municípios, com menos de cem mil habitantes.

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