Cassilândia, Sexta-feira, 26 de Maio de 2017

Últimas Notícias

10/05/2011 10:39

Delegado e empresário são presos em MT

Diário de Cuiabá

O juiz da 7ª Vara Federal, Paulo César Sodré, mandou prender o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Márcio Pieroni, e o empresário Josino Guimarães, além de mais três pessoas. O Ministério Público Federal, autor dos pedidos de prisão, acusa os dois de montar e protagonizar uma farsa na tentativa de levantar suspeitas sobre a morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral, cujo corpo foi encontrado carbonizado em 1999, no Paraguai. Os mandados já foram cumpridos pela Polícia Federal e os dois estão presos.

Além de Pieroni e Guimarães, foram presos o responsável pelo Setor de Desaparecidos da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Gardel Tadeu Ferreira de Lima, e o irmão do empresário, Cloves Luiz Guimarães. Abadia Paes Proença, outro alvo de pedido de prisão, já está recolhido preventivamente na Penitenciária Central do Estado sob a acusação de latrocínio.

O MPF também denunciou os envolvidos na suposta farsa pelos crimes de formação de quadrilha armada, denunciação caluniosa, falsidade ideologica, fraude processual, interceptação telefônica para fins não-autorizados em lei, quebra de sigilo funcional e violação de sepultura. Segundo as investigações, o grupo montou uma farsa para “provar” que Leopoldino ainda estaria vivo, livrando Josino, que deve ir a júri popular pelo crime.

O delegado foi custodiado em uma sala da Gerência de Operações Especiais (GOE) no bairro Centro América, em Cuiabá, e Guimarães está preso na sede da Polícia Federal de Rondonópolis, onde o mandado foi cumprido ontem.

Josino Guimarães deveria ser julgado nos próximos meses pelo assassinato do juiz. Os outros dois acusados no caso são Beatriz Árias e seu tio Marcos Peralta. Ela foi condenada a 12 anos de cadeia e ele morreu sem ser levado a júri.

REVIRAVOLTA - Em março, o então delegado titular da DHPP, Márcio Pieroni, conseguiu uma decisão liminar em Cuiabá para proceder a retirada do corpo de Amaral, sepultado em Poconé, e fazer uma nova exumação do cadáver - anteriormente, já havia sido exumado sob a mesma suspeita (ver matéria). A alegação de Pieroni era de que ele descobrira novas supostas evidências que levantavam dúvida sobre a autenticidade dos restos mortais, partindo de uma ficha odontológica que coletou com o dentista do juiz. O delegado também dizia que havia interrogado duas pessoas que afirmavam saber que Amaral estava vivo, morando em algum país da América do Sul.

Porém, no momento em que o exame acontecia no Instituto Médico Legal de Cuiabá, uma decisão da Justiça Federal decretou a imediata interrupção do procedimento, assim como a devolução do cadáver à sepultura. O MPF também foi o autor do pedido. A partir daí, a Polícia Federal começou a investigar a possível farsa, cumprindo mandado de busca e apreensão na casa de Josino Guimarães, o que culminou na denúncia apresentada à Justiça semana passada por um grupo de procuradores da República.

“A acusação refere-se à montagem de um simulacro de investigação paralela comandada pelo delegado Pieroni para tentar levantar suspeitas das provas que subsidiam o processo judicial, em trâmite na Justiça Federal, no qual Josino Guimarães será julgado em breve por um Júri Popular pelo assassinato do Juiz Leopoldino”, traz a nota enviada pelo MPF.

A prisão de Guimarães foi decretada tanto nesta nova ação criminal quanto no processo de homicídio, sob o argumento de manter íntegra a instrução processual. Pieroni teve a prisão decretada por conveniência da instrução e para garantir a ordem pública, já que também foi indiciado por crime de tortura pela Corregedoria da Polícia Civil em outro inquérito para a obtenção de confissão.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Quinta, 25 de Maio de 2017
13:00
Dicas de segurança
Quarta, 24 de Maio de 2017
14:40
Cassilândia
13:00
Dicas de segurança
10:00
Receita do Dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)