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23/07/2005 08:32

Delcidio rejeita vinculação com denúncia da Folha

Agência Senado

O senador Delcidio Amaral (PT-MS), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, rejeitou qualquer vinculação com denúncia publicada pelo jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira (22). Segundo o jornal, Roberto Costa Pinho, ex-coordenador da campanha de Delcidio em 2002 por menos de dois meses, consta na lista de sacadores das contas no Banco Rural da agência SMP&B, do empresário Marcos Valério, acusado de operar o mensalão.


- São duas coisas completamente diferentes. Uma coisa é o que aconteceu em 2002 [a campanha], outra em 2003 [os saques]. Estou seguro com relação aos meus atos e com tudo aquilo que aconteceu nos 45 dias que ele trabalhou comigo - disse Delcidio.

Roberto Pinho, de acordo com o senador, foi por 45 dias seu coordenador de marketing, mas acabou dispensado por "uma questão de método e de pontos de vista diferentes com relação à campanha". Nesse período, o senador também foi fiador de Roberto em um contrato de aluguel de imóvel. De acordo com a matéria da Folha, ele realizou cinco saques entre 22 de setembro e 17 de dezembro de 2003, totalizando R$ 350 mil.

- Me surpreendi - disse o senador, a respeito do surgimento do nome do ex-funcionário entre os sacadores das contas das empresas de Marcos Valério.

Delcidio anunciou que fará um comunicado à imprensa para esclarecer os fatos e foi defendido pelo relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), para quem a denúncia não afeta o trabalho do presidente da comissão.

O senador revelou ainda que Roberto Pinho é amigo e compadre do ministro da Cultura, Gilberto Gil, e que a música Refazenda foi feita em sua homenagem.

Íntegra da nota à imprensa do senador Delcidio Amaral sobre matéria da Folha

Em relação à matéria "Sacador coordenou campanha de Delcidio", publicada pela Folha de S. Paulo na edição desta sexta-feira (22), sobre a participação do senhor Roberto Costa Pinho na minha campanha ao Senado, é necessário esclarecer o seguinte:

1 - O senhor Roberto Costa Pinho não foi coordenador da minha campanha, como afirma a reportagem. Ele trabalhou na área de marketing por indicação do publicitário João Santana, dono da agência Polis Propaganda e Marketing Ltda., que cuidou dos programas de rádio e televisão. Quem coordenou a campanha foi o ex-vereador Pércio Andrade Filho, do PT de Campo Grande.

2 - Como o senhor Roberto Costa Pinho não residia em Mato Grosso do Sul e tinha planos de passar cerca de seis meses no estado, optou por alugar uma casa em Campo Grande onde pudesse residir temporariamente com a família.

3 - Considerando que o pretenso inquilino residia em outro estado, o proprietário do imóvel exigiu do senhor Roberto Costa Pinho a apresentação de fiador local, como é de praxe nos contratos de aluguel. Ele então solicitou que eu fosse seu fiador, o que acabou acontecendo.

4 - Com aproximadamente 45 dias de trabalho aconteceram desentendimentos relacionados à condução da campanha e o publicitário João Santana optou por substituir o senhor Roberto Costa Pinho pela senhora Dalila Santana, que cuidou da campanha até o fim.

5 - As atitudes que o senhor Roberto Costa Pinho tomou após se desligar da campanha são da inteira responsabilidade dele, só me cabendo responder no processo de rescisão da locação do imóvel por ele utilizado em Campo Grande, no qual sou testemunha.

6 - Os saques feitos pelo senhor Roberto Costa Pinho nas contas da SMP&B aconteceram entre setembro e dezembro de 2003, quando ele trabalhava no Ministério da Cultura, em Brasília.

Sem mais para o momento, coloco-me ao inteiro dispor para os demais esclarecimentos que vossa senhoria julgar necessários.

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