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25/06/2005 08:02

Delcídio anuncia pauta da CPMI para a próxima semana

Cadú Bortolotto

“Na próxima semana, vamos ouvir diretores dos Correios, arapongas e, em seguida, o deputado federal, Roberto Jefferson”, declarou nesta sexta-feira o presidente da CPMI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT/MS).
O senador explicou que, em função das primeiras audiências, a comissão já tem algumas empresas no foco das investigações. A Controladoria da União está analisando muitos contratos dos Correios citados na CPI que serão avaliados pela relatoria e pela presidência, nesse final de semana.
O fato novo surgiu nas declarações de Velasco, de que Arthur Waschek teria retirado R$ 27 mil da Comercial Alvorada de Manufaturados (Coman) para emprestar a Arlindo Molina, militar reformado da marinha que, por sua vez entregou a fita na qual Maurício Maurinho aparece recebendo a propina de R$ 3 mil, ao deputado Roberto Jefferson.
Para Delcídio, uma coisa ficou muito clara. Ontem, Maurício Marinho disse que seguia orientações da diretoria dos Correios. Hoje, o depoimento do empresário Arthur Wascheck Neto deixou claro que Maurício Marinho tinha muita força, muita capacidade de definir um sem número de procedimentos.
Em função disso, Wascheck declarou que teria agido por interesses comerciais, uma vez que sua empresa, a Comercial Alvorada de Manufaturados (Coman), estaria sendo prejudicada.
Segundo Delcídio, os depoimentos mostraram uma grande articulação com pessoas envolvidas no processo da gravação, que tanto podem sugerir a idéia de que essa operação foi montada exclusivamente pelos Correios, como podem levar a uma operação de muito maior escala de um grupo especializado.
“Ficou absolutamente consubstanciada a necessidade de cruzarmos as declarações do pessoal responsável pelas gravações. Não tem por onde escapar. Nós vamos descobrir”, garantiu o senador.
Delcídio declarou que a comissão quer fazer o contraponto das declarações do Marinho, que são controversas. “Na gravação é de um jeito, na polícia federal é de outro, e igualmente diferente do seu depoimento na CPI”, observou Delcídio.
O presidente e o relator estão avaliando a necessidade de ouvirem novamente Maurício Marinho. Desta vez, em reunião secreta e, eventualmente, com acareação.
Além de a CPI ouvir, na semana que vem, diretores, arapongas e, em seguida, Roberto Jefferson, o relator, deputado Osmar Serraglio, já está preparando os requerimentos pedindo a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de Maurício Marinho, Arthur Vaschek, Antônio Velasco e da Coman.





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