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16/03/2004 14:12

Defensoria da Água é lançada para proteger o planeta

Cecília Jorge / Campo Grande News

Apenas 3% de toda a água disponível no planeta são de água doce, própria para uso humano. O Brasil possui, em seu território, 12% dessas águas. A preservação desse recurso é o objetivo da Defensoria da Água, lançada nesta terça-feira pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Ministério Público Federal.

A defensoria receberá, a partir de hoje, denúncias de danos ambientais e riscos de desastres e tomará as providências necessárias. O órgão também vai orientar a população sobre como agir para evitar a poluição de rios e mananciais por indústrias e propriedades rurais. Estes são os principais usuários dos recursos hídricos disponíveis: cerca de 70% da água doce é usada para a irrigação de plantações, e outros 20%, pelas indústrias.

Esses dois setores também são os principais responsáveis pelos grandes desastres ambientais que prejudicam as fontes de abastecimento de água. Um exemplo disso foi o acidente provocado, em 2003, pelo rompimento de um reservatório da Indústria Cataguases de Papel, que contaminou bacias de dois rios, entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. O vazamento deixou mais de 600 mil pessoas sem fornecimento de água, por vários dias, além dos danos à fauna e flora da região.

Estima-se que mais de cinco milhões de pessoas, no mundo, morrem de doenças provocadas por água contaminada. Aproximadamente dois terços das internações hospitalares no Brasil são causadas por consumo de água contaminada, de acordo com estudo do WWF.

Para o procurador da República em Brasília, Alexandre Camanho de Assis, o principal responsável por esses desastres é o poder público. “O poder público entra com a parte tanto de dar licenças inadequadas como também com a parte da omissão na fiscalização”, defendeu Assis que integra a Defensoria da Água.

O secretário executivo da defensoria, Leonardo Morelli, disse que, em breve, começarão a ser concedidos certificados de qualidade a empresas que tenham uma atitude de respeito ao meio ambiente. Outra iniciativa será a de capacitação de pessoas para trabalharem com recursos hídricos. Segundo Morelli, o país não possui, por exemplo, pessoal capacitado para trabalhar com saneamento. “Nós temos centenas de estações de usina de compostagem de lixo, que foi financiado pelo Programa Nacional de Meio Ambiente, que estão abandonadas por falta de mão-de-obra para operá-las”, informou Morelli.

As denúncias podem ser feitas pelo site www.defensoriadaagua.org.br ou pelo telefone (61) 325-7972, de segunda a sexta-feira, de 14 às 18 horas.

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