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02/04/2006 18:07

Decisão da Bolívia pode causar reajuste do preço do gás

Cristiane Ribeiro/ABr

O preço do gás no Brasil pode ser mais uma vez reajustado diante da decisão do governo boliviano de aumentar os preços do produto para a exportação. O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que participa em Belo Horizonte (MG) para a 47a Reunião Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) reconheceu hoje que a atitude da Bolívia vai causar um impacto importante sobre o fornecimento de gás no Brasil, mas enfatizou que a estatal está disposta a negociar com os bolivianos para chegar a uma solução satisfatória para os dois países.

Gabrielli informou que as negociações com a estatal boliviana YPF (Yacimientos Petroliferos Fiscales) estão paradas e que a Petrobras deseja retomá-las. Ele disse que o processo é muito demorado, porque envolve análise de contratos e discussões técnicas. O assunto deve ser discutido com o presidente da Bolívia, Evo Morales, que chega hoje à capital mineira para participar da reunião do BID.

De acordo com Gabrielli, pouco mais da metade do gás fornecido ao Brasil hoje vem da Bolívia. "O impacto de uma crise na Bolívia é um impacto importante sobre o fornecimento de gás no Brasil. É um problema no mercado de gás brasileiro e havendo um corte de fornecimento de gás na Bolívia, vamos ter um problema de fornecimento de gás no Brasil".

Ainda segundo o presidente da Petrobras, a estatal controla mais de 45% dos campos de gás da Bolívia, onde também tem as duas maiores refinarias do país. Mas explicou que caso não haja um acordo, a Bolívia perde dois terços de suas exportações e cerca de um terço da receita tributária. Nos dez anos em que está na Bolívia, a Petrobras já investiu US$ 1,5 bilhão em exploração, refino e transporte de gás. Em 2005, o faturamento da Petrobras naquele país foi de US$ 600 milhões.

O contrato da Petrobras com a YPF vai até 2019 e prevê revisão de preços do gás. Desde setembro do ano passado já houve três reajustes para as distribuidoras. O primeiro foi de 13%; o segundo, em novembro, de 10%; e o terceiro, em janeiro deste ano, de 14%.

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