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21/06/2005 14:08

Dados sobre rastreabilidade serão atualizados

Acrissul

O prazo vai até 10 de julho. Exigência é preparação para vistoria da União Européía. Frigoríficos devem atualizar baixas e pecuaristas os estoques rastreados. Certificadoras enviarão dados ao Ministério

Até 10 de julho, os dados sobre animais rastrados no Brasil devem ser atualizados. O Sistema de Rastreabilidade Bovina será auditado por técnicos da União Européia, no próximo mês de agosto. Todas as etapas do processo, como base da dados, frigoríficos, certificadores, secretarias estaduais e as próprias fazendas devem ser vistoriadas.

Paulo Rafael Hora, secretario executivo da Acerta, entidade que reúne as certificadoras credenciadas pelo governo, participou de uma reunião, na semana passada, envolvendo técnicos do Ministério da Agricultura, pecuaristas, certificadoras e frigoríficos, para discutir o Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina).

Para ele, “é preciso entender o recado direto feito por técnicos da União Européia à missão brasileira no início de junho e avançar rápido os processos de rastreabilidade individual dos bovinos e fortalecimento do banco de dados central. O não-cumprimento dessas exigências pode significar o fechamento do mercado europeu para a carne brasileira. E eles não estão brincando”, afirmou.

Hora considera que o relato da missão brasileira que foi à Europa é direto e objetivo: “A União Européia não está solicitando, mas exigindo do Brasil os mesmos níveis de garantia que cobra dos produtores europeus. Lá, utilizam-se identificação individual, banco de dados central, controles do nascimento ao abate”, complementa.

Por conta desse verdadeiro ultimato, governo e iniciativa privada fecharam um pacote de ações imediatas para adequar o Brasil às exigências e que devem ser cumpridas até 10 de julho: os frigoríficos terão de atualizar suas baixas de animais e informar ao Banco de Dados Central do Sisbov; os pecuaristas devem atualizar os seus estoques de animais rastreados e informar as certificadoras. As certificadoras serão responsáveis por emitir extratos de estoques atualizados para as Delegacias Estaduais do Ministério, que repassarão os repassarão para os órgãos de defesa municipais.

“Com essas ações conseguiríamos a atualização do banco de dados nacional e a integração dos órgãos de defesa municipais ao processo (outra exigência da UE)”, relata o secretário executivo da Acerta. Os pecuaristas que não cumprirem a sua parte serão auditados pelas certificadoras e pelo Ministério e estão sujeitos a sanções, além de estarem impossibilitados de cadastrar novos animais no Sisbov.

Outra ação será a continuidade das auditorias do Ministério nas certificadoras e o prosseguimento do processo de inclusão do Inmetro no Sisbov. “O objetivo dessas ações imediatas é adequar a rastreabilidade bovina ao que pede a União Européia. Se não cumprirmos essa etapa, corremos sério risco de perder mercados que compram mais de um terço da carne brasileira exportada. Estamos falando em negócios de mais de US$ 800 milhões por ano”, informa Paulo Horta.

O tema será novamente discutido hoje (21 de junho), na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina.

Fonte: Portal DBO


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