Cassilândia, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

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29/11/2004 07:21

Dados sobre mortalidade por câncer de colo de útero

Agência Notisa

Pesquisa mostra que, em Belém, a concordância entre os dados é alta, mas alerta para a necessidade de maior atenção no diagnóstico da causa de morte.

O câncer de colo de útero representa uma grande parcela dos tumores que afetam as mulheres em países em desenvolvimento, inclusive no Brasil, onde as taxas de mortalidade são relativamente elevadas. Para se ter uma idéia, só na cidade de Belém (PA), os tumores de colo de útero foram responsáveis por 22,6% dos óbitos por neoplasias no sexo feminino, no período de 1996 a 1998, segundo dados do Sistema de Mortalidade do Instituto Nacional de Câncer. No entanto, dá para confiar nos dados fornecidos pelos sistemas de notificação do município? Pesquisadores da Universidade Federal do Pará mostram que sim em um estudo realizado com 188 declarações de óbitos de 1998 e 1999 de residentes em Belém fornecidas pelo Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).

De acordo com artigo publicado na edição de setembro/outubro de 2004 da revista Cadernos de Saúde Pública, foram analisadas as declarações de óbito nas quais constavam como causa básica de morte: ``neoplasia maligna de colo de útero`` (69,1%), ``neoplasia maligna do corpo do útero`` (2,1%), ``neoplasia maligna do útero, porção não especificada`` (26,1%), ou outra causa básica, desde que houvesse menção de uma dessas localizações em qualquer linha do atestado de óbito (2,7%).

Segundo os pesquisadores, das 188 declarações, houve concordância em 94,1%. Ou seja, apenas 11 foram codificadas de forma diferente. “Essa observação sugere uma boa confiabilidade na codificação da causa básica de óbito por câncer de útero no sistema oficial de mortalidade de Belém”, afirmam no artigo.
Eles constataram também que a principal causa de discordância foi o erro na aplicação das regras de seleção do fator que levou à morte. “É possível que alguns erros encontrados estejam relacionados ao fato de o médico atestante não ter acompanhado o caso ou não ter tido acesso a informações claras sobre o diagnóstico que levou ao óbito, dada a baixa proporção de casos em que o médico que acompanhou o paciente foi o mesmo que assinou o atestado”, explicam no artigo.

Dessa forma, a equipe alerta para a necessidade de os médicos ficarem mais atentos ao diagnóstico da causa de óbito, uma vez que classificações erradas podem ser motivo para sub ou superestimativas dos dados sobre a doença.

(Agência Notisa – jornalismo científico - science journalism)

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