Cassilândia, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

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01/02/2006 10:05

Dados da Sema podem indicar fim da "agonia" do Taquari

Humberto Marques/Campo Grande News

Pela primeira vez desde que foi iniciado o acompanhamento das reservas pesqueiras do rio Taquari, foi registrada uma amostragem significativa do volume de peixes existentes no curso d’água – o mais emblemático dos problemas ambientais de Mato Grosso do Sul, castigado pelo assoreamento de trechos e até classificado como “morto” por moradores ribeirinhos.

O número ainda é tímido, segundo Thomaz Lipparelli, superintendente de pesca da Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos). “Mas é animador. Finalmente temos um dado para comparar com outro”, comemorou. A partir de março, será intensificado o trabalho de observação no Taquari, e, em um prazo de 12 meses, espera-se ter um indicativo se este é um fenômeno à parte ou se, de fato, os cardumes estão voltando para o rio.

Lipparelli apresentou o dado (referente ao mês de outubro de 2005) durante coletiva na manhã de hoje, onde foram apresentados os resultados preliminares da Piracema em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o volume de peixes identificado é pequeno, mas representativo, inclusive com o retorno de espécies como a Cachara, “que há 15 anos não identificávamos no Taquari”. Se comprovados os dados, conforme o superintendente, “a agonia do Taquari pode estar com os dias contados”.

Não foi dada uma explicação para o fato. Dentre fatores como a redução de poluentes (esgotos doméstico e industrial), recuperação de áreas degradadas, implantação de digestores em granjas suinocultoras e o reflorestamento da mata ciliar – além da conscientização da população – o superintendente acredita que “se diminuirmos a pressão de pesca ajudaremos a recuperar o Taquari”.

O rio nunca foi totalmente abandonado por pescadores, ainda recebendo a atividade em trechos que não estão assoreados. Em determinados pontos, segundo dados da Sema, a capacidade de pesca no Taquari é similar à do rio Miranda. Embora tenha se mostrado animado com os resultados, Lipparelli alerta que isso não significa que o rio esteja novamente apto para ser completamente explorado. “Caso os dados sobre o retorno dos cardumes ao rio se comprovem, levará-se entre 10 e 15 anos para se recuperar os estoques pesqueiros”.

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