Cassilândia, Sexta-feira, 25 de Maio de 2018

Últimas Notícias

01/02/2006 10:05

Dados da Sema podem indicar fim da "agonia" do Taquari

Humberto Marques/Campo Grande News

Pela primeira vez desde que foi iniciado o acompanhamento das reservas pesqueiras do rio Taquari, foi registrada uma amostragem significativa do volume de peixes existentes no curso d’água – o mais emblemático dos problemas ambientais de Mato Grosso do Sul, castigado pelo assoreamento de trechos e até classificado como “morto” por moradores ribeirinhos.

O número ainda é tímido, segundo Thomaz Lipparelli, superintendente de pesca da Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos). “Mas é animador. Finalmente temos um dado para comparar com outro”, comemorou. A partir de março, será intensificado o trabalho de observação no Taquari, e, em um prazo de 12 meses, espera-se ter um indicativo se este é um fenômeno à parte ou se, de fato, os cardumes estão voltando para o rio.

Lipparelli apresentou o dado (referente ao mês de outubro de 2005) durante coletiva na manhã de hoje, onde foram apresentados os resultados preliminares da Piracema em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o volume de peixes identificado é pequeno, mas representativo, inclusive com o retorno de espécies como a Cachara, “que há 15 anos não identificávamos no Taquari”. Se comprovados os dados, conforme o superintendente, “a agonia do Taquari pode estar com os dias contados”.

Não foi dada uma explicação para o fato. Dentre fatores como a redução de poluentes (esgotos doméstico e industrial), recuperação de áreas degradadas, implantação de digestores em granjas suinocultoras e o reflorestamento da mata ciliar – além da conscientização da população – o superintendente acredita que “se diminuirmos a pressão de pesca ajudaremos a recuperar o Taquari”.

O rio nunca foi totalmente abandonado por pescadores, ainda recebendo a atividade em trechos que não estão assoreados. Em determinados pontos, segundo dados da Sema, a capacidade de pesca no Taquari é similar à do rio Miranda. Embora tenha se mostrado animado com os resultados, Lipparelli alerta que isso não significa que o rio esteja novamente apto para ser completamente explorado. “Caso os dados sobre o retorno dos cardumes ao rio se comprovem, levará-se entre 10 e 15 anos para se recuperar os estoques pesqueiros”.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Sexta, 25 de Maio de 2018
Quinta, 24 de Maio de 2018
10:00
Receita do dia
Quarta, 23 de Maio de 2018
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)