Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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02/01/2004 07:35

Cuidados para evitar a Leptospirose

Assessoria Ministério da Saúde

Com a chegada do verão, aumentam os índices de chuva e o risco de contaminação por algumas doenças. Uma delas é a Leptospirose. Doença de nome esquisito, transmitida ao homem pela urina dos roedores domésticos. Só no Brasil, são diagnosticados em média três mil casos por ano e até 10% deles levam os pacientes à morte.
Nesse período de chuvas, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde intensifica ações de controle da doença no país. “A leptospirose está diretamente relacionada à ocorrência de chuva”, destaca Lourdes Simões, consultora técnica de Leptospirose da SVS. “No Brasil, de dezembro a março o maior número de casos da doença ocorre nas regiões Sul e Sudeste. Já de maio a setembro, o Norte e Nordeste são os mais atacados pela leptospirose”, acrescenta.
A secretaria capacita agentes de saúde dos estados com altos números de casos para diagnosticar e tratar os pacientes contaminados. Também orienta os municípios a desenvolverem ações de controle de roedores por meio dos Centros de Controle de Zoonoses (CCZ), localizados em municípios maiores, como as capitais. “O papel da população nesse controle é extremamente importante, principalmente em relação ao lixo, que atrai o roedor por ser o seu principal alimento”, explica a consultora da SVS. “Essas ações devem ser desenvolvidas durante o ano inteiro para que no verão possa haver um controle da população de roedores e uma diminuição do número de casos de leptospirose”, recomenda. A secretaria fornece kits sorológicos aos municípios para diagnóstico laboratorial da doença e distribui material técnico e educativo, como boletins epidemiológicos e folhetos com informações e esclarecimento de dúvidas sobre doenças.

O que é a doença

A Leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria leptospira. É transmitida ao homem pela urina de ratos, ratazanas e camundongos. Os roedores contaminam a água, solo e alimentos de todos os locais por onde passam.

A grande preocupação do Ministério da Saúde se deve ao fato de que, em casos de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama. A partir daí, qualquer pessoa que entrar em contato com essa água pode ser atacada pela doença. “No período das chuvas, o nível da água sobe muito, ela entra e sai dos bueiros e dissemina a bactéria pelas ruas e residências. Diante dessa situação, aumenta o risco de exposição do homem”, explica Lourdes Simões.

Outros fatores também contribuem para o aparecimento da doença no homem, como péssimas condições de habitação, casas localizadas na beira de córrego, margens de terrenos baldios e, principalmente, saneamento básico inadequado e insuficiente.

“A leptospirose é uma doença relacionada a problemas sócio-econômicos e está ligada, certamente, às condições de vida e moradia da população”, reforça Lourdes Simões. Após o contato da pele do homem com a lama ou água contaminada, a bactéria penetra no organismo humano. Os sintomas da doença se manifestam em um período de sete a oito dias. Parecida com a gripe, a Leptospirose provoca febre, dor de cabeça, dores musculares – principalmente na batata da perna – e coloração amarelada na pele. Os quadros mais graves da doença apresentam sintomas íctero-hemorrágicos, havendo necessidade de cuidados hospitalares. “Às vezes, a leptospirose passa despercebida. As pessoas tomam medicação para gripe, ficam curadas e nem sabem que foram contaminadas pela doença”, acrescenta a consultora. “Por isso, é necessário que as pessoas procurem o posto de saúde ao aparecerem sintomas que podem ser de leptospirose”, completa.

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