Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

27/07/2005 15:35

Crise na agropecuária reduz número de empregos

Acrissul

A crise do agronegócio não é um problema que atinge apenas o produtor rural. As dificuldades enfrentadas no campo já prejudicaram a capacidade do país de gerar empregos, não apenas dentro dos limites da atividade primária da agropecuária, mas também em outros setores.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que entre janeiro e junho deste ano o Brasil apresentou um saldo de 966.303 mil empregos formais (o que representa novos postos de trabalho, calculado a partir do total de admissões menos o total de desligamentos), 7,1% a menos que o saldo de igual período do ano passado, que foi de 1.034.656 empregos formais.

Essa queda foi provocada principalmente pela retarção de capacidade da agropecuária de gerar novos postos de trabalho, assim como ocorreu em segmentos da indústria de transformação vinculadas ao setor rural, alerta Luciano Marcos de Carvalho, assessor técnico do Departamento Econômico (Decon) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Somente a atividade agropecuária apresentou saldo de 187.494 empregos no primeiro semestre, o pior resultado registrado nos últimos quatro anos. O saldo deste ano é 15,4% menor que o de 216.430 empregos, no primeiro semestre de 2004, ou seja, representa menos 29 mil empregos. Também a indústria de transformação perdeu fôlego na capacidade de gerar postos de trabalho, encerrando os seis primeiros meses deste ano com saldo de 194.039 empregos; 68,2% a menos que o saldo de 326.360 empregos ao final do primeiro semestre do ano passado.

Dois segmentos da indústria de transformação diretamente ligados à agropecuária terminaram os primeiros seis meses de 2005 oferecendo menos oportunidades de trabalho que no início do ano. A indústria de calçados teve saldo negativo, com menos 806 postos de trabalho. A indústria de madeira e mobiliário cortou 3.248 empregos. Também perderam força na geração de vagas os segmentos da indústria de papel e papelão; de borracha, fumo e couros, têxtil e vestuário e de produção de alimentos e bebidas.

“Os dados referentes aos empregos do agronegócio demonstram a profundidade da crise do setor. Se somarmos isso à queda da renda do produtor, a preços de venda das commodities abaixo do custo de produção, o resultado será uma próxima safra com baixíssima tecnologia e altos riscos, inclusive podendo levar à necessidade de importação de alimentos.”, diz Carvalho. Para reverter essa perspectiva negativa, a solução é tornar reais, e com agilidade, as medidas de apoio à agropecuária, prometidas pelo Governo ao setor rural durante a realização do Tratoraço: O Alerta do Campo, no final de junho, mas até agora não implantadas.

Segundo explica Carvalho, ainda não está disponível a linha de crédito para renegociação das dívidas que produtores rurais com fornecedores, que tem R$ 3 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). “Também é preciso estabelecer a prorrogação das parcelas de financiamentos de custeio das culturas que enfrentaram problemas de comercialização”, lembra Carvalho, referindo-se às lavouras de soja, milho, arroz, trigo e algodão.

O técnico da CNA argumenta que foi garantido apoio para produtores da região Centro-Oeste e Bahia, além daqueles cujas propriedades situam-se em municípios nos quais foi reconhecida situação de emergência pela Defesa Civil. “É necessário atender também produtores afetados pelo mesmo problema, mas que são de outras regiões”, diz Carvalho. Por fim, o técnico argumenta que foi prometida prorrogação do pagamento das parcelas de créditos de securitização e do Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa), e que a proposta não foi cumprida. “Sem a implantação dessas medidas de apoio, que estão sofrendo restrições do Ministério da Fazenda, o produtor não terá como retomar financiamentos e realizar investimentos, comprometendo a safra 2005/2006”, diz o técnico da CNA.

Fonte: CNA

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Quarta, 13 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Terça, 12 de Dezembro de 2017
20:48
Loteria
Segunda, 11 de Dezembro de 2017
20:42
Loteria
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)