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03/02/2004 13:18

Crise da Parmalat reflete em MS

Fabiane Sato

Apesar de vender poucos litros de leite para a Parmalat, a segunda maior compradora do produto no País, os reflexos da crise devem aparecer em Mato Grosso do Sul, conforme afirma o presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Rodrigo Alvim, mas o presidente não credita a queda dos preços do produto a crise enfrentada apenas pela empresa italiana. Alvim estará hoje, na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), a partir das 14 horas, falando de possíveis reflexos da crise da Parmalat no Estado.

O discurso do presidente da Comissão é tão sério quanto a crise que os produtores estão enfrentando atualmente. Em 2001, os preços pagos pelo litro caíram de R$ 0,44 para R$ 0,27 em algumas regiões, obrigando o Governo Federal a intervir, adotando medidas antidumping no País.

"A crise da Parmalat não é a responsável pelo problema da pecuária leiteira no País. O período de safra sempre traz problemas aos produtores que se vêem obrigados a baixar seus preços para vender seu produto", explicou, informando que o pedido de concordata da empresa apenas deu uma "chacoalhada" no Governo Federal.

Alvim afirma que há uma especulação em torno da situação da empresa e que alguns usam isso de má fé. "Existe muita especulação, inclusive entre as vendas da empresa para os supermercados, que chegam a afirmar que o consumidor não quer adquirir o produto", diz.

Uma ação do Governo Federal para evitar que as empresas da Parmalat que funcionam no País não fechem é defendida por Alvim como uma forma de aliviar a crise. Ele cita as medidas adotadas na Itália que evitaram o fechamento da empresa naquele país. "O Governo italiano criou uma lei dois dias antes do pedido de concordata da Parmalat para evitar o fechamento da empresa. O Brasil cria Medidas Provisórias para uma série de interesses, deveria criar uma também para proteger os produtores", defendeu o presidente.


Cooperativas

Para o presidente da Comissão a única forma dos produtores se defenderem da crise da Parmalat e de outras crises do setor leiteiro é não aceitar imposições. "É preciso romper o paradigma. Não aceitar vender leite a preços baixos.", resumiu Alvim, completando que a cooperativa é a solução para os produtores de leite não perderem com a crise do setor que não se resume ao pedido de concordata da empresa italiana.

A cooperativa de Cassilândia é fornecedora de leite para a Parmalat.



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