Cassilândia, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

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13/03/2007 13:17

Criança índia morreu de desidratação, diz Funasa

Helio de Freitas, de Dourados

O médico Zelik Trajber, que coordena as equipes de saúde da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) na reserva indígena de Dourados, informou nesta manhã que o garoto índio de um ano e dois meses, morto no fim de semana na aldeia Bororó, tinha desnutrição moderada, mas afirmou que essa não teria sido a causa da morte. Segundo ele, o laudo do IML (Instituto Médico Legal) aponta como causa da morte a desidratação provocada por diarréia e vômito, causados por uma infecção intestinal. Os pais do garoto seriam usuários de bebida alcoólica e teriam resistido ao tratamento médico.

Trajber informou que o garoto estava internado desde o dia 6 deste mês no hospital da Missão Evangélica Caiuá. No sábado, a mãe do garoto teria retirado o filho à força do hospital e o levado para outra casa na aldeia Bororó, onde teria passado o fim de semana ingerindo bebida alcoólica. Na segunda-feira, uma equipe da Funasa foi chamada para atender a criança, mas o bebê já estava morto. Segundo Zelik Trajber, a autopsia constatou que a criança morreu por volta de 22h de domingo.

Histórico – O médico Zelik Trajber informou que o garoto nasceu em perfeitas condições de saúde e continuou com evolução normal de peso até os seis meses. “Aos seis meses, quando os pais devem começar a introduzir outros alimentos, a criança começou a não apresentar a evolução normal de peso e passou a ser acompanhada como uma criança em risco nutricional. Em novembro o quadro evoluiu para desnutrição moderada, situação que se manteve até agora”, explicou o médico.

Trajber atribui a morte do garoto ao grave problema social provocado pelo alcoolismo. Segundo ele, os índios dependentes de álcool resistem ao tratamento médico dispensado a seus filhos. Em muitos casos chegam a retirar as crianças à força do hospital, como aconteceu com bebê morto no domingo.

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