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21/05/2008 08:25

CPMI: depoimentos sobre dossiê são contraditórios

Agência Câmara

Versões contraditórias marcaram nesta terça-feira os depoimentos, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, dos principais envolvidos no escândalo do dossiê sobre gastos sigilosos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. André Eduardo Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), foi o primeiro a depor. Ele confirmou que recebeu o suposto dossiê anexado em um e-mail do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires, em fevereiro deste ano.

Para Fernandes, o e-mail foi uma tentativa de intimidar a oposição. "Eu recebi uma planilha com dados estranhos, definidos como exóticos e com um texto ao lado que falava: olha, caso haja dano, tem de ser instalada tomada de contas especial."

Fernandes lembrou que, na época, o Congresso discutia se instalava ou não a CPMI. Ele avalia que a mensagem foi um aviso de que a Casa Civil teria informações sobre o governo tucano, conforme já havia acontecido em um episódio semelhante, em 2004, na época da CPI do Banestado.

O assessor relatou ainda um almoço no Clube Naval de Brasília, em março, no qual José Aparecido teria dito a ele que o dossiê havia sido elaborado por Erenice Guerra, secretária-executiva da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Versão diferente
José Aparecido Pires, entretanto, contou outra história sobre esse encontro. "Em um almoço realizado após a divulgação das planilhas pela revista Veja, em 21 de março de 2008, ele me disse que havia rumores fortes da imprensa de que eu teria vazado essa planilha, ocasião em que o contestei veementemente. Eu não repassei informação alguma para a imprensa", afirmou. "Quero enfatizar que não tive nenhuma participação na decisão ou na elaboração desse banco de dados. Nunca, nunca mesmo conversei sobre esse assunto com Erenice Guerra ou com a ministra Dilma", completou.

De acordo com Aparecido, não há dossiê, e sim um banco de dados que saiu de seu computador por puro descuido. "Se anexei o arquivo do programa excel, não houve dolo ou má-fé; se anexei, foi por engano ou descuido, por uma falha humana." No e-mail enviado a Fernandes, Aparecido reconhece apenas a remessa de um arquivo word, com o nome de "supervisão ministerial".

Acareação
Diante das versões contraditórias, a oposição defende a acareação entre Aparecido e Fernandes. Mas a base aliada é contra. Para o relator da CPMI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), só a Polícia Federal poderá dar um desfecho satisfatório à investigação do suposto dossiê: "Nós não temos mecanismos mais eficientes do que a Polícia Federal para chegar a uma conclusão. Para mim, o conclusivo em relação ao vazamento de informação será o inquérito da Polícia Federal."

O relator defende ainda que os trabalhos da CPMI terminem no prazo. "A CPMI tem foco nos gastos abusivos com os cartões corporativos, mas está se transformando em uma CPMI do vazamento de informação."

A presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), já fala no encerramento dos trabalhos da CPMI se não houver a acareação entre Aparecido e Fernandes: "Sem isso, não temos como investigar essa questão do dossiê, quem mandou fazer e os recursos usados no Palácio do Planalto. Aí, nós temos que partir para o encerramento, como iríamos fazer antes".

Marisa Serrano admite que ainda falta muito para esclarecer quem mandou fazer o dossiê e com que objetivo. Segundo ela, a conclusão da investigação sobre o dossiê poderia ficar com a PF, mas a CPMI deve dar um novo rumo para o uso dos cartões corporativos.

Continuação
A conclusão do depoimento de Aparecido e a votação do requerimento de acareação ficaram para esta quarta-feira (21). Em princípio, a CPMI funciona até 8 de junho.

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