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03/07/2005 09:47

CPI dos Correios já ouviu 7 depoimentos

Luciana Vasconcelos e Marcos Chagas / ABr

Em duas semanas de trabalho a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura denúncias de corrupção nos Correios já ouviu sete pessoas, pediu a quebra de sigilo de envolvidos na investigação e está analisando uma série de documentos e contratos de licitação encaminhados pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Correios.

O presidente da CPMI, senador Delcídio Amaral, disse que a comissão está tendo um encaminhamento natural das investigações. Segundo ele, a apuração começa com a fita de vídeo que mostrou o ex-chefe de Departamento de Contratação e Material, Maurício Marinho, falando sobre um suposto esquema de corrupção nos Correios envolvendo o PTB, e passa para as pessoas envolvidas nas denúncias e ligadas à estatal. Paralelamente é feita a análise de documentos. "As investigações estão efetivamente acontecendo. A despeito de um momento político agitado, estamos conseguindo conduzir as reuniões, apesar das dificuldades que são naturais dentro do processo político como esse. Ela avança e deixa claro que não é uma CPI chapa-branca e que vai trazer resultados", disse.

A Controladoria Geral da União (CGU) já enviou cópia de 90 contratos e processos licitatórios dos Correios para a CPMI. A Polícia Federal também encaminhou cópia de depoimentos. A comissão aprovou ainda esta semana a quebra de sigilo telefônico, fiscal e bancário de Marcos Valério, que tem contratos de publicidade com a estatal, e de cinco de suas empresas: SMP&B Comunicação, DNA Propaganda, Grafite, Estratégia Marketing e Multiaction. Foi aprovada também a quebra de sigilo da esposa de Valério, Renilda de Souza, de sua ex-secretária Fernanda Karina Somaggio, de Maurício Marinho, Arthur Washeck e seu sócio Antônio Velasco.

Nestas duas semanas, foram ouvidas sete pessoas. De acordo com o senador Delcídio Amaral, as audiências têm se estendido por muito tempo. O depoimento do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), realizado na quinta-feira (30), por exemplo, demorou mais de nove horas e de Maurício Marinho teve que acontecer em dois dias diferentes. "Temos que fazer uma administração do tempo e ouvir as pessoas que são necessárias para que a gente esclareça os fatos", disse.

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