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21/04/2016 07:30

Corinthians encerra fase de grupos da Libertadores com show e goleada

Midiamax

Seria totalmente desnecessário escalar titulares contra o Cobresal, na noite desta quarta-feira, como o técnico Tite chegou a cogitar. Não apenas porque o Corinthians já estava classificado para o mata-mata da Copa Libertadores da América, mas principalmente em função da fragilidade do time chileno. Em Itaquera, o líder do grupo 8 fez jus à disparidade técnica em relação ao lanterna e aplicou uma goleada por 6 a 0 (a sua maior no estádio, superando o 6 a 1 sobre o São Paulo) com os seus reservas.

O placar elástico foi configurado antes mesmo do intervalo da partida. Com dois gols de Marlone (um deles de voleio), um golaço do paraguaio Ángel Romero e outro anotado em chute de fora da área de Guilherme Arana, o Corinthians retornou para o vestiário tranquilo e festejado por sua torcida. No segundo tempo, mesmo diminuindo o ritmo, ampliou com Elias e outra vez com Romero.

O resultado deixou o Corinthians com 13 pontos ganhos, à frente de Cerro Porteño (10), Independiente Santa Fe (8) e Cobresal (3) e só à espera da confirmação do seu oponente nas oitavas de final da Libertadores. A preocupação agora é com o Campeonato Paulista. Às 18h30 (de Brasília) de sábado, os titulares de Tite disputarão a semifinal estadual contra o Grêmio Osasco Audax, de novo em Itaquera.

O jogo – Inspirado no ex-presidente Miguel Battaglia, o Corinthians entrou em campo com uma conhecida homenagem à torcida estampada nas costas de suas camisas: “O Corinthians é o time do povo. E é o povo quem faz o time”. Os agrados prosseguiriam com facilidade com a bola em jogo. Ao menos neste meio de semana, seria o time que impulsionaria o povo.

Do outro lado do gramado, o frágil Cobresal colaboraria para a alegria do grande público alvinegro presente em Itaquera. Como se previsse o que estava por vir, os chilenos retardaram o princípio da partida, graças a Ureña, que subiu no gramado com meiões diferentes daqueles utilizados pelos seus companheiros de equipe.

Bastou o problema ser resolvido para o Corinthians abafar o Cobresal. A primeira chance clara de gol surgiu com um minuto, em um venenoso chute cruzado de Guilherme Arana. Não muito tempo mais tarde, Balbuena desviou uma cobrança de escanteio com a cabeça, e Marlone completou para dentro, também pelo alto, na segunda trave. Era o princípio do massacre.

Empurrado pelos gritos de Tite e dos torcedores, o Corinthians permaneceu no campo de ataque. E ampliou o placar aos 12 minutos. Romero foi lançado em velocidade na ponta direita, invadiu a área e fez lembrar aquele atacante que chamava a atenção pelos dribles quando acabara de chegar ao Brasil. Cortou Rojas duas vezes antes de concluir com categoria e anotar um golaço.

A facilidade que encontrou para fazer 2 a 0 sobre o Cobresal deixou o Corinthians mais leve em Itaquera. Luciano ficou ainda mais desesperado do que o habitual para também marcar um gol. Rodriguinho se tornou displicente em algumas enfiadas de bola. Edílson – quando não era tão truculento quanto Willians – aproveitava o espaço que tinha para rebater os críticos costumeiros com boas jogadas pela direita. E, na defesa, Cássio quase dava algum ânimo aos chilenos com rebotes consecutivos e saídas de jogo atrapalhadas.

Seria quase impossível, contudo, fazer do Cobresal uma ameaça. Em um dos lances que evidenciaram a desorganização e falta de técnica dos visitantes, um locutor de rádio que trabalhava em Itaquera não se conteve e constatou com um grito espontâneo: “Que time horrível!”. Torcedores do Corinthians que estavam próximos dali começaram a gargalhar.

O riso se transformou em vibração aos 38 minutos. Edílson recebeu passe de calcanhar de Luciano e avançou à linha de fundo antes de cruzar. Dentro da área, Marlone matou a bola no peito e emendou um voleio para fazer frente a Romero como autor do gol mais bonito da noite.

Rodriguinho não quis ficar atrás e tentou acertar a rede de cobertura quando o goleiro Cuerdo saiu jogando alto. O Cobresal acabou salvo por sua zaga. Aos 44 minutos, porém, não houve como evitar. Guilherme Arana teve muita liberdade para ajeitar a bola fora da área e finalizar dali, no canto, configurando a goleada ainda no primeiro tempo.

No segundo, o técnico Dalcio Giovagnoli tentou conter os gritos de “olé” dos corintianos e amenizar a humilhação com duas substituições. Jerez e Sarabia entraram nos lugares de Poblete e Cabión. Tite esperou um pouco – 17 minutos – para tirar proveito do jogo ganho e dar rodagem ao encostado volante Cristian, que ocupou a vaga de Rodriguinho.

Àquela altura, o Corinthians já não tinha o ímpeto da primeira etapa. Apenas Luciano continuava muito ansioso para fazer o seu gol. Cássio ainda dava um e outro sustos na torcida, mas nenhum com gravidade. Para acelerar a equipe da casa, Tite apostou na entrada do titular Elias, que teve o nome entoado pelo público, no posto de Willians.

Deu certo. Aos 29, Elias tabelou com Romero e saiu diante de Cuervo, batendo com classe. Três minutos depois, foi a vez de o paraguaio deixar a sua marca novamente. Na pequena área, ele só teve o trabalho de complementar para a rede um cruzamento rasteiro de Edílson e reavivar os gritos de “olé” para a maior goleada corintiana em Itaquera.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 6 X 0 COBRESAL

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)

Data: 20 de abril de 2016, quarta-feira

Horário: 21h45 (de Brasília)

Árbitro: Andrés Cunha (URU)

Assistentes: Mauricio Espinosa (URU) e Gabriel Popovits (URU)

Público: 41.710 pagantes (total de 42.090)

Renda: R$ 2.635.754,50

Cartão amarelo: Benítez (Cobresal)

Gols: CORINTHIANS: Marlone, aos 8 e aos 38, Romero, aos 12, e Guilherme Arana, aos 44 minutos do primeiro tempo; Elias, aos 29, e Romero, aos 31 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Edílson, Vilson, Balbuena e Guilherme Arana; Willians (Elias), Maycon, Romero, Rodriguinho (Cristian) e Marlone (Alan Mineiro); Luciano

Técnico: Tite

COBRESAL: Cuerdo; Contreras, Rojas, Cerón e López; Ureña, Cabión (Sarabia), Poblete (Jerez), González e Benítez (Fuentes); Maldonado

Técnico: Dalcio Giovagnoli

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