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04/12/2011 08:42

Corinthians: Campeões, ídolos dão caminho para conquista do quinto título brasileiro

Raoni David*, Federação Paulista de Futebol

Neste domingo, quando enfrenta o Palmeiras no estádio do Pacaembu às 17h, ao lado de sua torcida, o Corinthians tem a oportunidade de conquistar o seu quinto Campeonato Brasileiro na história. Para tanto, basta que empate com o rival, em casa, ou ainda, mesmo que perca, será o campeão desde que Vasco não vença o Flamengo.

Ao longo de seus 100 anos, o clube conquistou o troféu da principal competição nacional em 1990, 1998, 1999 e 2005 e quem participou destas campanhas sabe o quão importante é entrar para a galeria de campeões do Corinthians.

Polêmico e ídolo da torcida, o goleiro Ronaldo era um dos pilares da primeira conquista em 1990 e para que o quinto título seja consumado, pede aos comandados de Tite a mesma união de outrora. “Não existia briga de egos e todos jogavam em função da equipe. O caminho é manter essa união que o Tite tanto trabalha no dia a dia”, afirmou o atual comentarista da Rádio Transamérica.

Lateral-direito daquele time de 90 e hoje treinador do Grêmio Barueri, Giba é sempre lembrado por aquela conquista. Para ele, este é um dos frutos colhidos por quem vence uma competição com a camisa do clube do Parque São Jorge. “Eles passam de jogadores, para virar história dentro do clube. Ficarão marcados para sempre na gloriosa história do Sport Club Corinthians Paulista”, garante.

Também integrante da equipe que conquistou o título pela primeira vez, o zagueiro Marcelo Djian pede para que o time corintiano não se preocupe com a partida entre o Flamengo e o Vasco, outro postulante ao título. “Tem que ter tranquilidade e entrar com a cabeça apenas no seu jogo, sem pensar no resultado do jogo do Vasco. É preciso buscar a vitória o tempo todo”, afirmou em referência à possibilidade da conquista do título com um empate.

Um dos maiores zagueiros da história do Corinthians, o paraguaio Gamarra comandou a defesa que conquistou o título brasileiro de 1998 e para que a história seja repetida, espera que os jogadores experientes exerçam liderança sobre o elenco. “Os experientes como o Alessandro e Liedson, por exemplo, podem ajudar a controlar a ansiedade dos garotos e provavelmente estarão preparados em definir o marcador”, apontou o melhor zagueiro da Copa do Mundo da França, em 1998.

Quem completava a defesa daquele time era o lateral-esquerdo Sylvinho, oriundo das categorias de base do clube. Campeão em diversas oportunidades com a camisa corintiana e fora do país, o atual auxiliar de Vágner Mancini no Cruzeiro dá a dimensão da importância de um título brasileiro. “Foi um dos títulos mais importantes da minha carreira. Eu já havia ganhado o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, mas o Campeonato Brasileiro era maior e embora eu tenha títulos também na Europa, esse foi um dos que mais me marcou”, diz.

Volante de muito vigor físico, Márcio Bitencourt era, ao lado de Wilson Mano, quem segurava os meias das equipes adversárias para o título de 1990. Hoje treinador, Márcio destaca o Palmeiras como grande dificuldade para a nova conquista. “Não teria tanta pressão se o Corinthians enfrentasse o Goiás como foi em 2005. Enfrentar um rival numa final é sempre diferente, fora o titulo em questão, tem todo um fator histórico”, alertou um dos treinadores que comandou o Corinthians na conquista de 2005.

Polivalente, Wilson Mano ganhou o apelido de coringa, pois jogava nas duas laterais, embora fosse volante de origem. Tamanha disposição o fazia aparecer em diversos momentos também no ataque, tanto que fez um dos gols no título de 1990. Motivação, porém, é uma arma que Mano não quer dar ao Palmeiras. “Tem de tomar muito cuidado com o que fala, pois pode motivar o adversário. Claro que o Palmeiras irá motivado, existe uma cobrança natural para vencer e salvar o ano deles e é isso que o Corinthians deve tomar cuidado. Quanto menos provocar é melhor”, aconselhou.

Maior vencedor da história do Corinthians, Marcelinho Carioca era o principal nome das conquistas de 1998 e 1999, além de tantos outros títulos que ganhou naquela época. Acostumado a chamar a responsabilidade quando o assunto era decisão, o ‘Pé de Anjo’ como foi apelidado, acredita que poder ser campeão contra um rival, ajuda. “A cobrança aumenta e dá mais responsabilidade ao time”, acredita.

Outro nome central de uma das conquistas, a primeira, Neto, o ‘Xodó da Fiel’, e um dos maiores ídolos da torcida corintiana pede comprometimento aos jogadores por mais essa conquista. “Só diria para eles (os jogadores) manterem o foco e absorverem esse lance de comprometimento passado pelo treinador”, sugeriu em apoio a Tite. “E para o lugar do Ralf, para mim, entraria o Edenílson, não o Moradei. De repente o Paulinho recuaria um pouco mais”, aproveitou para palpitar, ao melhor estilo torcedor.

No ataque das equipes campeãs em 1990, 1998 e 1999, o atacante Dinei é o único tricampeão brasileiro pelo clube e tem tanto orgulho, que acredita ter nascido para isso. “Eu nasci para ser campeão brasileiro pelo Corinthians. O Corinthians representa muito para mim”, disse Dinei que teve fundamental importância na decisão diante do Cruzeiro em 1998.

Contra outro time mineiro, o Atlético, em 1999, quem brilhou foi o também atacante Luizão que marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 no segundo jogo da final, que deu ao time do Parque São Jorge a vantagem do empate no terceiro jogo, o que acabou ocorrendo. Para ele, cabeça fria deve ser a principal virtude para o atual elenco. “O Corinthians tem que ter calma e tranquilidade, não pode entrar afobado”, receita o antigo camisa 9 corintiano.

Agora cabe aos comandados do técnico Tite, neste domingo, receber as vibrações de antigos campeões, ídolos e principalmente da torcida e fazer valer a vantagem que tem do empate diante do arquirrival Palmeiras para consumar mais um título de campeonato brasileiro para o Sport Club Corinthians Paulista.

*Colaboraram: Alessandro Yara Rossi, Douglas Sato, Guilherme Franco, Leonardo Carvalho, Marcos Teixeira, Vinícius Carrilho e Vrinícius Rodrigues

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