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17/04/2006 07:52

Corino Rodrigues, sumiu, reapareceu e agora escreve

Corino Rodrigues Alvarenga

Corino Rodrigues Alvarenga, trabalhou um bom tempo no Cassilândia Jornal, com Wanderley de Carvalho e na Rádio Patriarca. Escreveu o livro A Verdadeira História de Cassilândia, em 1986 e depois sumiu. Ninguém tinha notícia do Corino. Um dia porém, graças a internet ele reapareceu contando que estava morando em Jacobina, na Bahia. Escreve para o site www.oencarte.com.br.
O bom é que aceitou o convite do Cassilândianews, para semanalmente, relembrar fatos de Cassilândia, quando estava por aqui. Vamos então matar saudade do Corino, com o seu primeiro artigo, sempre irreverente, até quando se lembra de alguma coisa. Leia:


Sou um filho ingrato, sim (Título de crônica à moda contemporânea)

Depois de 17 anos ausente de minha terra, hoje reconheço, decepcionado comigo mesmo, como tenho sido um filho ingrato. E, o que é pior, um filho ingrato com uma mãe que tanto amo - Cassilândia.
Se eu tivesse, neste período, sido um filho ingrato para com meus pais, por sinal, já falecidos - e com certeza eu o fui -, tudo bem. Levaria umas palmadas, talvez, umas reprimendas, redeberia umas cobranças do além, e eu estaria bem com a consciência. Pelo menos creio que estaria. Pior. Cassilândia não me cobra nada, não me exige nada.
Cassilândia, lá no fundo, é perversa a seu jeito. Não cobra na cara, na bucha, mas, da sua maneira, a grosso modo, diz em silêncio: \"Olha, cara, você está me devendo um trago. Tire a caderneta da algibeira e venha prestar contas. Você está em dívida.\"
Cassilândia é mais perversa do que você, amigo, que ousa perder tempo com estes escritos improvisados e sustentados pelos vinhos desta Sexta-Feira da Paixão, é mais perversa e astuta do que você imagina.
Neste período, Cassilândia, só recebi notícias daí. Mantive-me e mantenho-me ausente da silva. Da silva e de Alvarenga. Notícias boas, notícias nada boas. Mas a vida é assim. Se a vida fosse feita de melado, que graça teria. não é mesmo? E, por falar em melado, lembrei-me de meu pai, José \"Marinho\" de Alvarenga, que ganhou a vida, lá pelos anos 50 e 60, na região do Entroncamento do Itajá, fazendo rapadura, doces e melado de cana.
Pois é, Cassilândia de Cassinha - e talvez poucos hoje sabem, mas tive a felicidade de escrever o livro \"A Verdadeira História de Cassilândia\", em 1986, pela Editora Brasília, com 163 páginas e tudo o mais. A maioria dos jovens, talvez, nem saiba do que estou falando. Mas, dentre esses, quantos sabem quem foi Cassinha? Quantos sabem quem foi Sebastião Leal?
Só faço um pedido final: peço aos políticos cassilandenses que tratem Cassilândia bem. Se os interesses pessoais forem colocados em primeiros plano, ai de minha terra querida.
E, amigo Girotto, falo isso de cátedra: nunca fui servidor público nomeado - pelo menos até hoje, graças a Deus e nada contra quem o seja ou o tenha sido - para não ter que, um dia, fazer uma cobrança muito cruel comigo mesmo: o que eu fiz com a minha vida, com a minha Cassilândia querida, com o meu Brasil amado, afinal de contas? Paguei impostos a mais ou tirei vantagens da situação? Qual é o meu saldo moral? Qual é o meu saldo ético? Não digo o saldo legal, porque esse, meus Deus do Céu!, esse é hipócrita e por demais pernicioso.
Acredito que, nesse quesito pelo menos, Cassilândia, estou numa situação, senão confortável, ao menos razoável.
Um abraço com a candura de uma tartaruga, afinal, sendo lenta e previsível, parece-me confiável e terna. As tartarugas, com certeza, são melhores que os seres que se julgam humanos.

Corino Rodrigues de Alvarenga, 15h56, de sábado, 15 de abril de 2006

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