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22/04/2004 14:22

Copom sugere continuidade na flexibilização dos juros

Stenio Ribeiro/ABr

O Comitê de Política Monetária (Copom) entende que o país vive um "quadro de normalização macroeconômica", razão pela qual não deve haver pessimismo quanto à trajetória futura do nível de atividade econômica. É o que revela a ata da última reunião do Copom, na semana passada, divulgada hoje pelo Banco Central. No documento, os diretores do BC avaliam que a redução gradativa do ritmo médio dos cortes da taxa de juros básica é um “sintoma natural de normalização progressiva do ambiente macroeconômico".

A ata do Copom sugere a continuidade no processo de redução da taxa básica de juros como forma de viabilizar uma transição suave para um cenário duradouro de estabilidade econômica, já que o processo não deve ser abalado nem mesmo pela provável alta futura dos juros pelo Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos), nem pela majoração de preços no atacado, no mercado interno, cujo ritmo de repasses para o comércio varejista tem acontecido “dentro do esperado”.

Os conselheiros manifestam confiança de que “o cenário externo permanece favorável”, além de o panorama econômico brasileiro estar mais firme, depois que o governo ajustou as contas externas e reduziu a dívida indexada ao câmbio. De acordo com a ata, os indicadores são positivos para a retomada da atividade produtiva, visto que a economia continua com “tendência de expansão” e o crescimento da produção industrial já apresenta reflexos no nível de emrpego.

Fator de preocupação constante das autoridades monetárias, a inflação também começou a dar sinais de desaceleração no mês passado, o que permitiu ao Copom reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual (de 16,25% para 16%). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,47%, no mês de março, contra 0,61%, em fevereiro, acumulando 1,85% no primeiro trimestre do ano, dentro da meta de 5,5% para a inflação deste ano.

De acordo com o Copom, os índices de inflação neste mês permanecerão no mesmo patamar de março ou um pouco menos, e serão influenciados, principalmente, pelos aumentos nos preços dos remédios e vestuário, no mercado livre, além dos reajustes de preços monitorados em percentuais “bastante superiores” à variação da inflação nos últimos doze meses. É o caso das tarifas de água e esgoto, que aumentaram 20%, em Brasília, e 21%, em Belo Horizonte.

Vale lembrar que a tarifa de energia elétrica também aumenta hoje para quase 7 milhões de consumidores do Nordeste. Foram contabilizados aumentos médios de 11,12%, no Ceará, 12,77%, na Bahia, 14,01%, em Sergipe, e 15,11%, no Rio Grande do Norte. Os aumentos estão “acima do esperado”, que também já foram implantados em Minas Gerais e em Pernambuco.

O Copom manteve a previsão de reajuste de 9,5%, este ano, para a gasolina, e reduziu de 10% para 6,9% a projeção das tarifas de gás de cozinha, com queda de 3,1 pontos percentuais na comparação com a previsão na reunião do mês passado. A expectativa de aumentos dos preços de telefonia também manteve-se praticamente estável, caindo de 6,8% para 6,7%. Em contrapartida, porém, a variação dos preços de energia elétrica aponta para 8,5%, contra prognóstico anterior de 6,9%. No ano, todos os preços administrados devem somar alta de 7,4%, segundo a ata do Copom.



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