Cassilândia, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

09/06/2009 08:00

Copom se reúne pela quarta vez no ano

Stênio Ribeiro, Agência Brasil

Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje (9) a quarta reunião do ano para avaliar os rumos da taxa básica de juros da economia, a Selic, que remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

A taxa de juros está em 10,25% ao ano desde o dia 29 de abril e pode baixar pelo menos mais 0,75 ponto percentual, para 9,50%, de acordo com projeção média do boletim Focus, do BC, divulgado ontem (8), com o resultado de pesquisa feita com analistas e instituições financeiras na última sexta-feira (5).

A reunião do colegiado de dirigentes do BC é realizada com intervalo médio de 45 dias e é dividida em duas sessões, sempre no fim da tarde. A primeira parte, nesta terça-feira, reúne os dirigentes de departamentos do banco para avaliações estruturais dos diferentes segmentos da economia. No dia seguinte, participam somente os diretores com direito a voto.

Embora a maioria dos analistas consultados pela pesquisa do BC aposte numa redução de 0,75 ponto percentual, há quem defenda uma redução mais vigorosa, por entender que “a queda da Selic é condição essencial para o equilíbrio da dívida pública”, como destaca o presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Abram Szajman. Segundo ele, o Copom deve se preocupar em alinhar as políticas monetária e fiscal, de modo a criar condições para investimentos empresariais e a geração de empregos.


A mesma opinião tem o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. Ele lembra que apesar de o país ter hoje o juro mais baixo da história recente, continua sendo uma das taxas mais altas do mundo, em termos reais (descontada a inflação), e isso inibe investimentos.

Em linha com a maioria dos pesquisados, o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, diz que o cenário prospectivo para a inflação “permite mais ajustes para baixo na taxa Selic”. Ele acredita, contudo, que o BC vai diminuir o ritmo de afrouxamento monetário, que foi de 1 ponto percentual em janeiro, 1,5 ponto percentual em março e novamente 1 ponto percentual em abril.

“Não há dúvida de que os juros serão novamente reduzidos”, disse Campos Neto. Ele ressalta, entretanto, o comportamento das variáveis mais relevantes para a determinação da política monetária. A inflação está sob controle e a atividade econômica dá sinais de melhora, mesmo sendo uma “recuperaçao ainda frágil”, mas o lado fiscal preocupa em razão da trajetória de redução do superávit fiscal, acrescenta.




Edição: Graça Adjuto

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 10 de Dezembro de 2016
10:00
Receita do dia
Sexta, 09 de Dezembro de 2016
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)