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24/06/2004 10:09

Copom: alta do custo de vida segura taxa de juros

Stênio Ribeiro / ABr

A intensificação das evoluções dos principais índices de preços em maio foi a principal causa da manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 16% ao ano, conforme ressalta a ata da reunião que o Comité de Política Monetária (Copom) realizou na semana passada.

As pressões de preços, de acordo com a ata, decorreram, em grande parte, dos preços dos alimentos, que sofreram impacto das adversidades climáticas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que em abril registrara 0,37%, subiu para 0,51% em maio, acumulando 2,75% no ano e 5,15% nos últimos doze meses.

No atacado as variações foram mais fortes. O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) aumentou 1,46% em maio (1,15% em abril), com maiores pressões nos preços ao consumidor e no custo da construção civil.

No entender dos membros do Copom, a aceleração do IPCA no mês passado refletiu, principalmente, a reversão da tendência dos preços dos alimentos, que evoluíram 0,23% no mês, contra deflação de 0,34% no mês anterior.A alta foi provocada por dificuldades climáticas e pela entressafra do leite, que encareceram os alimentos "in natura" e os laticínios.

O Copom destacou aumento, também, dos preços dos remédios, que contribuiu pelo segundo mês seguido para a elevação do IPCA, além dos aumentos de energia elétrica em seis capitais, automóveis, roupas e recuperação do preço do álcool ao produtor para recompor a queda acumulada de janeiro a abril.

O Copom acredita que, neste mês, os índices de inflação serão influenciados pelos aumentos dos combustíveis e pelas pressões decorrentes dos preços dos alimentos e laticínios, mas espera a desaceleração nos preços industriais.

As expectativas quanto ao comportamento dos preços monitorados ou administrados indicam que o reajuste total da gasolina, no ano, será de 9,5%, e as projeções para aumentos do gás de cozinha permanecem em 6,9%.

Também foi mantida a projeção anterior, de 11%, para as tarifas de energia elétrica residencial; e a correção das tarifas de telefonia fixa foi revista para baixo - caiu de 6,7% para 6,1%. No todo, os preços monitorados projetam aumento de 7,7% ao longo do ano.

Com base nesses dados e a partir de um cenário que mantenha a taxa de juros de 16% e taxa de câmbio em torno de R$ 3,10, o Copom concluiu que as projeções de inflação estão acima da meta de 5,5% para 2004 e abaixo da meta de 4,5% para 2005.

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