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15/06/2010 20:47

Copa do Mundo? Há quem prefira silêncio e sossego

Victor Lombardi, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A sorte do Brasil está lançada. Estreando nesta terça-feira na Copa do Mundo 2010 diante da Coreia do Norte, a seleção brasileira atraiu os olhos do mundo na partida disputada no estádio Ellis Park, em Johanesburgo. Longe de toda a euforia e emoção que tomou a cidade de São Paulo durante o embate, personagens do cotidiano paulista marcaram presença nas ruas e parques municipais, buscando distância dos televisores e rádios que transmitiam o jogo.

Pedalando sua bicicleta sem preocupações na pista do Parque do Ibirapuera, a jovem Daniela contrastava o perfil do paulistano na tarde desta terça. "Sinceramente não ligo muito para futebol. Prefiro pedalar, apenas não gosto!", enfatizou a ciclista.

Sob o sol que transpassava as folhas das árvores em um dos bosques do parque, a jornalista Zarife Assi lia seu livro tranquilamente, enquanto os 11 titulares brasileiros mediam forças contra a forte defesa norte-coreana. "Estou ciente da partida, mas aproveito os jogos para ver meus amigos mesmo. Ainda há pouco estava indo a encontro de um deles, mas o chefe dele não o liberou", lamentou Zarife. "Após ficar presa no trânsito, achei melhor ir tomar um sol, ler, caminhar e relaxar no parque", completou.

Fugindo de todo o barulho das ruas, a professora Christiane contou aos risos os motivos do seu passeio no parque ao lado de sua cachorra e sua filha, justamente durante a partida do Brasil. "Vim exatamente para evitar isso! Não acompanho os jogos, e quis realmente fugir do barulho, trazendo minha filhinha, inclusive a cachorra que se assusta com os rojões que soltam", explica a professora.

"Rapaz, vou ainda mais além, gostaria de estar lá na África vendo esse jogo!", lamenta o segurança Erismar. De plantão nas trilhas do Ibirapuera, Erismar conta a dificuldade em tentar ouvir o jogo do Brasil. "Até podemos trazer um rádio, mas não podemos ouvir! Não temos permissão", contou.

Enquanto o Brasil sofria com o frio rigoroso em Johanesburgo, Jair Bastos trabalhava solitário com outro tipo de sofrimento. Construtor de túmulos há mais de 12 anos no Cemitério da Aclimação, Jair optou por finalizar seu trabalho enquanto seus companheiros assistiam ao jogo na área da administração do local. "Estou tranqüilo, o jogo ainda deve estar meio morto, não ouvi nenhum rojão ou grito de gols. Espero que pelo menos saia um golzinho, assim começamos bem desta vez", explicou Jair. Logo em seguida, após uma falha da defesa adversária, Elano deu um bom passe para Maicon marcar o tão esperado gol de Jair, aos nove minutos do segundo tempo

Do outro lado da cidade, no Viaduto do Chá, uma multidão se aglomerava para assistir ao jogo no grande telão montado no Vale do Anhangabaú. Destacando-se da massa verde-amarela, Francisco lia seu jornal como se fosse um dia qualquer, virado de costas para a partida da seleção. "Eu prefiro nem olhar. Fico lendo meu jornal calminho, sem me irritar. Se sair mais um gol, vou procurar ver como foi, mas por enquanto ainda não fui tomado por esse espírito de Copa do Mundo", ressaltou.

Gol do Brasil. A multidão foi ao delírio após o passe preciso de Robinho, colocando Elano na cara do gol para estufar as redes do goleiro norte-coreano com o segundo tento brasileiro. Do outro lado do viaduto, a cartomante Marisa mantinha a serenidade enquanto o público esbravejava e comemorava o desempenho da seleção. "O Brasil está bem, não preciso nem ver o jogo. Serão três gols nesta partida, tenho certeza", previu a senhora.

Nos minutos finais, o norte-coreano Ji Yun-Nam descontou, comprovando a previsão de Marisa. Definida a vitória brasileira por 2 a 1, o público se dispersou, retomando o cotidiano na grande São Paulo, que agora, aguarda pelo próximo desafio do Brasil, marcado para domingo, contra a seleção da Costa do Marfim.


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