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27/12/2010 13:01

Conselho nega promoção a policial que reagiu a assalto e matou ladrão

Aline dos Santos, Campo Grande News

O Conselho Superior da Polícia Civil negou promoção por ato de bravura a um policial que reagiu a um assalto e matou um dos ladrões. O caso aconteceu em abril de 2007, em Dourados.

O policial Wyllian Cardoso Mattos e a namorada, que estavam em Fiat Uno, foram abordados por uma dupla de assaltantes.

Quando um dos ladrões colocou o revólver na cabeça da mulher, o policial, percebendo o nervosismo e a distração do assaltante, efetuou vários disparos. O homem morreu no local. Em perseguição ao segundo ladrão, o policial foi baleado na região da cintura.

O conselho questiona o fato de ele ter reagido ao assalto. “A conduta analisada não traduz ato de bravura, mas uma ação realizada visando efetuar a prisão de marginais, totalmente fora do contexto da ação policial caracterizadora do ato de bravura e não recomendada pela técnica policial, por colocar em risco não calculado sua própria vida e a vida de terceira pessoa”, consta na decisão.

O conselho ainda questionou porque o policial só pediu a promoção três anos depois do ocorrido e informou que ele já foi promovido por merecimento Dos três integrantes do conselho, somente um membro votou a favor da promoção por ato de bravura.

A justificativa foi que o fato teve grande repercussão em Dourados, pois o ladrão morto foi reconhecido como autor de vários assaltos a postos de gasolina. O policial recebeu Moção de Congratulação da Câmara de Dourados.

A promoção por ato de bravura exige quatro requisitos: que o policial esteja no desempenho de suas atribuições; preserve a vida de outrem; coloque em risco incomum a sua própria vida, demonstrando coragem e audácia; e revele a presença de espírito público responsável pela superação do estrito cumprimento do dever legal.

O caso – O casal foi rendido pela dupla de assaltantes na rua José de Alencar, próximo ao Ginásio Ulisses Guimarães,em Dourados. O policial reagiu e matou Tiago Neves da Silva, de 17 anos, com cinco tiros. Tiago morreu na hora e o outro homem que estava com ele acabou fugindo.

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