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08/02/2005 09:51

Conheça quem é quem na Seleção Brasileira

CBF News

A Seleção mais famosa do planeta, a que detém o inédito título de pentacampeã mundial, é vitoriosa porque formada pelos jogadores mais talentosos do mundo, que fazem da técnica, da criatividade e do improviso fatores que os diferenciam e os levam a superar os adversários. Essa é a Seleção Brasileira que disputa as partidas, entra em campo, marca gols, consegue as vitórias e os títulos.

Para que isso aconteça, existe o time da CBF que não pisa nos gramados para enfrentar os adversários. São os integrantes da comissão técnica e o pessoal de apoio, que trabalham - alguns deles - nos bastidores para tornar a Seleção o orgulho de milhões de brasileiros.

Todos eles profissionais competentes. E tão campeões quanto os jogadores, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, o treinador tetracampeão do mundo, e de Mário Jorge Lobo Zagallo, o "senhor amarelinha", a figura mais emblemática da Seleção Brasileira e personagem marcante da história do futebol no país.

Até entrar em campo, tudo o que diz respeito à Seleção Brasileira passa pela mesa de trabalho do supervisor Americo Faria. Há 37 anos no futebol, ele utiliza sua experiência em benefício da Seleção com a qual disputou a primeira Copa do Mundo como administrador, em 1990, na Itália. Depois, vieram as Copas de 94 (tetracampeão), 98 (vice-campeão) e 2002 (pentacampeão). Orgulhoso do seu currículo, Americo Faria resume a sua função na CBF.

- Participei de todos os segmentos do futebol, em todas as categorias, dentro e fora de campo, e procuro aplicar essa experiência na Seleção. E a diretoria da CBF me propicia os meios para que eu possa ser bem-sucedido no meu trabalho - explica.

Do roteiro de uma viagem da Seleção Brasileira, desde o contato com os jogadores convocados até a chegada da delegação ao destino, Americo Faria é responsável pela logística que cerca a disputa de um amistoso ou a participação em uma Copa do Mundo - o trabalho é minucioso e demanda centenas de telefonemas, repetidos contatos com jogadores que atuam no exterior, para que nada saia errado. É dele também a elaboração do calendário anual da Seleção Brasileira.

O administrador Guilherme Augusto Ribeiro é uma espécie de faz-tudo na Seleção Brasileira. Especializado em Administração Esportiva, Guilherme tem entre as múltiplas tarefas a de seguir à frente dos integrantes da comissão técnica em todas as viagens da Seleção, seja no Brasil ou no exterior.

Exatamente como fez agora, na quinta-feira, dia 3 de fevereiro, em que viajou para Hong Kong. Toda a logística que cerca as viagens planejada pelo supervisor Americo Faria é executada pelo administrador, que está nessa função na CBF desde 1999 - Guilherme cuida para que nada falte aos jogadores, para que não ocorra nenhum tipo de desgaste. Hospedagem, transporte, alimentação, o cumprimento dos trâmites legais no desembarque da delegação no exterior, tudo fica sob a responsabilidade do administrador.

- O Parreira, o Zagallo e o Americo Faria traçam as diretrizes e eu tenho a incumbência de checar se tudo está de acordo e, depois, executar - diz Guilherme, que antes da trabalhar na CBF foi supervisor da Seleção Brasileira de Futsal pentacampeã mundial.

O auxiliar técnico Jairo Leal vem de longe no futebol, há 35 anos. Desde 1972, quando começou a estagiar como preparador físico no Olaria. Dez anos depois, se tornou auxiliar, trabalhou nas divisões de base da Seleção Brasileira de 1991 a 1995, transferiu-se para o futebol árabe, passou pelo Corinthians e agora está de volta à Seleção como auxiliar de Parreira. Nessa trajetória, aprendeu que para exercer bem sua função precisa de um requisito fundamental.

- Tenho de estar em inteira sintonia com o Parreira. Ele precisa confiar no meu trabalho e eu preciso ter a exata dimensão da visão tática que ele emprega - explica.

Jairo Leal prefere auxiliar Parreira no trabalho dentro de campo. É o que gosta de fazer, dividir tarefas nos treinamentos, exercitar um determinado grupo de jogadores enquanto o treinador se ocupa de outro grupo. Mas nesses tempos de modernidade, em que a tecnologia é uma eficiente ferramenta a serviço dos técnicos, Jairo Leal tem se especializado em "ler os jogos" através de vídeos e gravações para depois elaborar o resumo do que viu. Como se fosse uma espécie de dever de casa do qual Parreira vai se utilizar.

- Costumo assistir a cinco partidas de uma seleção adversária, às vezes fico um dia inteiro vendo futebol, para poder melhor argumentar e trocar idéias com o Parreira. Mas, principalmente, para passar corretamente todas as informações das quais ele poderá tirar proveito - diz.

Na prática, o trabalho de Jairo Leal funciona da seguinte forma. Antes dos jogos da Seleção Brasileira nas Eliminatórias, ele assiste aos dois últimos jogos do adversário, como vai acontecer com a Seleção do Peru, que o Brasil enfrentará no dia 26 de março, em Goiânia. Jairo seleciona de 28 a 30 minutos, de cada um desses jogos, para mostrar a Parreira e Zagallo, e cerca de 15 minutos, para os jogadores.

Com um programa alemão de análise de futebol em computador, Jairo Leal faz ainda um outro tipo de resumo dos jogos. O programa permite que ele faça uma edição de imagens, dividindo-as em pastas, cada uma contendo um fundamento, ilustrando lances que podem ser dados positivos ou negativos dos adversários e também da Seleção Brasileira.

- Seleciono, por exemplo, cobranças de córneres, ou cruzamentos, enfim, lances que possam interessar ao Parreira. Com a sintonia que precisamos ter, acabo sabendo exatamente o que é ilustrativo para ele. Às vezes, ele até reclama, diz que estou sendo detalhista em excesso. Mas o importante é fazer o meu trabalho da melhor forma - diz.



Moraci Sant´Anna, o preparador físico da Seleção Brasileira, é um profissional vitorioso. Em clubes, além dos títulos nacionais, conquistou oito títulos internacionais. Tetracampeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994, disputou no total cinco Copas do Mundo - três pelo Brasil, uma pelos Emirados Árabes (1990) e outra pela Arábia Saudita (1998).

O currículo de Moraci Sant´Anna é o resultado da competência no ofício, o que lhe dá uma certeza: o preparador físico brasileiro começa a atingir um nível de excelência que o torna respeitado em todo o mundo.

- Isso está acontecendo até pelas circunstâncias que cercam o nosso trabalho, que tem um nível de exigência muito maior do que o de um preparador físico europeu. Recebemos jogadores que tiveram uma formação deficiente na base. Até mesmo os jogadores de ponta, craques consagrados de Seleção, passaram por esse problema - diz.



O pernambucano Wendell Ramalho viu a figura do preparador de goleiros surgir no Brasil. Com o ex-goleiro Adalberto, no Botafogo, ele teve o primeiro contato com um profissional específico para a posição, o que contribuiu, e muito, segundo ele, para melhorar a qualidade dos goleiros.

- O Adalberto foi um dos pioneiros. Mas a preparação de goleiros no Brasil deve muito ao Admildo Chirol. Em 1969, ele trouxe da Europa fitas de jogos da Iugoslávia, mostrando o trabalho executado pelo preparador de goleiros, que já existia na Europa há muito tempo.

Wendell começou na Seleção Brasileira nas divisões de base. Foi campeão mundial Sub-20 em 1993, na Austrália, passou à Seleção principal em 1994, onde foi tetracampeão mundial, e vice na Copa da França, em 1998. Por ter trabalhado em todas as categorias da base, ajudou na formação de goleiros como Dida e Julio Cesar, atualmente na Seleção. Mais do que isso, tem a certeza de que eles estão no mesmo nível dos tão elogiados goleiros europeus.

- Com a preparação específica, surgiram Taffarel, Dida, goleiros que foram brilhar na Europa. Assim como Gomes, que está no PSV da Holanda, e o Julio Cesar, que está indo para a Itália. Antigamente, goleiro brasileiro não era cogitado para se transferir para a Europa - diz.

Para um goleiro ser bem-sucedido e chegar à Seleção Brasileira, Wendell não vê outro caminho: há que se trabalhar duro e com intensidade. É isso o que ele procura fazer na sua rotina de treinamentos.

- O goleiro precisa, mais do que nunca, ser um atleta também, tem de estar muito bem preparado fisicamente. Daí a necessidade de treinar muito - diz




José Luís Runco começou na Copa do Mundo de 2002 a inscrever o nome na galeria dos médicos que marcaram época na Seleção Brasileira. Como Hílton Gosling, no bicampeonato de 1958/1962, e Lídio Toledo, tricampeão em 1970 e tetracampeão em 1994.

Em seu primeiro Mundial, Runco reforçou a imagem de profissional competente que construiu durante anos como médico contratado do Flamengo. Contrariando a maioria das previsões feitas na época dos preparativos para o Mundial da Coréia/Japão, ele assegurou que Ronaldo (se recuperando do problema no joelho) e Rivaldo (tinha sofrido um estiramento no ligamento do joelho) jogariam a Copa - os dois não só jogaram como se transformaram em protagonistas da inédita conquista do pentacampeonato.

- Só por isso meu trabalho na Copa do Mundo de 2002 já teria valido a pena - recorda.

O reconhecimento ao trabalho de José Luís Runco veio imediatamente, em plena disputa no Japão, da parte de Luiz Felipe Scolari. Ele atribuiu ao médico o mérito por ter recuperado Rivaldo e dado continuidade à recuperação de Ronaldo

- Esse tipo de reconhecimento não vem por acaso, se conquista. Mas o mérito por tudo de positivo que acontece no departamento médico da Seleção Brasileira é também do Rosan (fisioterapeuta), do Serafim Borges (médico clínico) e da estrutura da comissão técnica. Somos e
fazemos um trabalho de equipe - explica.



O médico Serafim Borges está na Seleção Brasileira Principal desde 2001. Especializado em cardiologia e Medicina do Esporte, há 23 anos trabalhando no Flamengo e desde 1984 na CBF, nas categorias de base, ele faz parte da delegação quando as partidas são realizadas em cidades em que a altitude possa afetar o desempenho dos jogadores, como aconteceu no último jogo das Eliminatórias, em 2005, contra o Equador, em Quito.

Médico respeitado na profissão, discreto, Serafim Borges é presença certa também nas competições longas, como aconteceu na Copa do Muindo de 2002 - é também um profissional pentacampeão do mundo.



Luiz Alberto Rosan é daqueles profissionais que trabalham mesmo nos bastidores, longe dos holofotes do futebol, bem distante dos gramados. Em muitos momentos, na maioria deles difíceis, o fisioterapeuta Rosan se transforma no solitário acompanhante dos jogadores da Seleção Brasileira que buscam no seu atendimento, nas salas de fisioterapia das concentrações ou montadas em hotéis, a recuperação de lesões.

O trabalho de Rosan é feito de ciência, que utiliza os recursos da eletroterapia, laserterapia e fisiologia, mas também de paciência e repetição.

- Eu vivo o que posso chamar de solidão técnica. Às vezes, dependendo do caso, fico com o jogador em três períodos. Tem tratamento que dura 12 horas ininterruptas - conta.

Da arte da ciência de recuperação em curto espaço de tempo, que é como Rosan define a fisioterapia, o fundamental para qualificar o profissional é que ele consiga produzir resultados - no caso, que o jogador contundido fique em condições de ser escalado.

Na sua passagem pela Seleção Brasileira, iniciada em 1998, Rosan se lembra de alguns casos especialmente gratificantes.

- Na minha carreira houve muitos, mas na Seleção me lembro de alguns em especial, como os dias de tratamento com o Luizão e o Roberto Carlos nas Eliminatórias da Copa de 2002. O Brasil não estava classificado e o Felipão precisava dos dois para o último jogo contra a Venezuela. O Luisão jogou e marcou dois gols. Além do Ronaldo e do Rivaldo na Copa de 2002. Foram 52 dias de tratamento. O Ronaldo, que estava há quase dois anos fazendo fisioterapia, acabou sendo o artilheiro da Copa - conta.

José Haroldo Castelo Branco tem uma longa história de identificação com a Seleção Brasileira. Começou como supervisor nas divisões de base, desde o final dos anos 60, até chegar à chefia da segurança - é ainda o coordenador dos campeonatos de futebol de comunidades carentes promovidos pela CBF.

Nesse tempo todo, em que conviveu com várias gerações de jogadores, Castelo Branco diz que fez muitos amigos, como acontece com a atual Seleção Brasileira.

- O convívio com esses jogadores e os integrantes da comissão técnica é maravilhoso - afirma.

Coronel reformado, Castelo Branco diz que procura utilizar toda a experiência do tempo de Exército para executar com eficiência a sua missão.

- Primeiro, tem que se ter conhecimento de causa do que é segurança. Tratar com os interlocutores certos nos mais diversos órgãos nos países para os quais a Seleção viaja, para dar à delegação o suporte necessário para que tudo saia a contento.

O coronel Castelo Branco não se limita a chefiar a segurança da Seleção Brasileira. Cabe a ele a responsabilidade por toda a infra-estrutura na recepção das seleções que vêm ao Brasil, um trabalho que demanda muitos detalhes.

- Receita Federal, Infraero, Polícia Federal, Polícia Militar, todas os trâmites e exigências têm de estar resolvidos. A orientação do presidente Ricardo Teixeira é que nada pode faltar às seleções visitantes - diz.

Rodrigo Paiva é o elo de ligação entre os integrantes da comissão técnica e a imprensa. Carioca, foi o pioneiro na função de assessoria de imprensa, começando no Flamengo, onde trabalhou de 1990 a 1999.
Fluente em inglês, italiano e espanhol, o que o torna um craque na sua atividade, Rodrigo Paiva é assessor de imprensa da Seleção Brasileira em tempo integral - o seu telefone celular toca incessantemente, é mais acionado do que os dos próprios jogadores.

São jornalistas do Brasil e de toda a parte do mundo. Centenas deles, todos querendo uma entrevista, um contato, informação. Rodrigo tenta atender a todos com paciência e a habilidade necessárias para exercer a contento a sua função.

- A minha obrigação é facilitar o trabalho da imprensa. É que eu procuro fazer.

O massagista Adenir Silva, o Deni começou a trabalhar na Portuguesa do Rio, em 1975. Passou pelas divisões de base das Seleção Brasileira, é contratado do futebol profissional do Flamengo desde 1987, e é muito querido pelos jogadores da Seleção Brasileira. Integrante da Seleção Principal desde o último jogo contra o Equador, Deni executa com prazer o seu ofício de massagista.

- Não tem segredo na minha função. Tem que se trabalhar com vontade, procurar atender bem, e na hora, os jogadores - diz.

Os roupeiros Antônio de Assis e Rogelson Barreto têm na Seleção Brasileira a sua segunda casa - nunca trabalharam em clubes. Começaram nas seleções de base e, na Seleção Principal, onde estão desde 1991, disputaram quatro Copas do Mundo. Barreto, como é chamado por todos, dá a receita de como se faz um bom profissional na rouparia.

- Tem de se gostar do que faz. E eu gosto de ser roupeiro, tenho orgulho do meu trabalho - diz Barreto, que viajou o mundo inteiro com a Seleção Brasileira.

- Conheço muitos países e o que mais gostei foi a Austrália. Mas a minha maior emoção com a Seleção Brasileira foi nos Estados Unidos, em 1994. Fomos tetracampeões, depois de vinte anos sem título. Nunca vou esquecer aquela Copa.

O dia em que José Alberto da Fonseca, o Betinho, perder a hora, os jogadores da Seleção Brasileira correm o risco de chegar atrasados aos seus compromissos. Auxiliar de segurança da Seleção Brasileira, Betinho tem, entre outras incumbências, aquela que o faz presente em vários momentos da rotina do dia-a-dia nas viagens da Seleção Brasileira - é ele quem bate à porta dos quartos dos jogadores.

- Três horas! Faltam 10 minutos para a saída do ônibus... Olha o treino. Três horas... - vai gritando Betinho, de porta em porta.

- Tenho de ser o primeiro a acordar na Seleção. A reponsabildade de chamar os jogadores é minha. Depois do almoço, tenho de acordá-los de novo, pois todos dormem antes do treino. Alguns brincam, dizem que sou chato, mas me tratam muito bem.

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